ORQUÍDEAS * BROMÉLIAS

quarta-feira, 27 de junho de 2012

43 - Orquídea: Polystachya estrellensis

"É um gênero de orquídea nativa da América tropical e subtropical e Ásia. Flores pequenas, agrupadas em espigas de forma piramidal na haste floral favorece uma vista agradável. É comumente encontrado no sudeste do Brasil. Neste país nós temos 2 ou 3 espécies pertencentes a este gênero". 

"Foram registradas, inicialmente, para Alagoas, 3 espécies de Polystachya, a saber: P. caespitosa Barb. Rodr. E P. estrellensis Reichbº. Fº; logo a seguir: P. concreta Garay et Sweet. Cerca de 5 anos após estas primeiras constatações, 1986, encontramos P. Hoehneana KRZL – de longa sobrevivência sobre ramos de arbustos, como salgueiro. (...) essas espécies perdem as folhas periodicamente, mas, com satisfatório suprimento de água, não tarda a renovação das mesmas".
"É notável a reprodução de Polystachya estrellensis, em virtude da abundância de suas pequeninas cápsulas, dispersando infinidade de férteis sementes, que germinam sobre os vasos vizinhos, até nas vigas do ripado. Sua dispersão é vasta, no território alagoano, desde pontos mais elevados, 450/500 m, até nos tabuleiros" (Álbum das Orquídeas de Alagoas, 2000, p. 259).

Observação endógena: esta foi adquirida estando muito miúda e frágil; temia-se, portanto, até mesmo o seu fim; porém, acabou se recuperando bem e no decorrer desse tempo cresceu vagarosamente, mas com certa qualidade. Comumente exibe flores quantitativa e qualitativamente satisfatórias; um ramalhete com pequeninas flores, característica das micro.

terça-feira, 12 de junho de 2012

66 - Orquídea: Phalaenopsis alba

"O gênero Phalaenopsis tem características muito elegantes. Algumas variedades apresentam florações espetaculares. Nos últimos anos, vários híbridos de Phalaenopsis têm sido criados para obtenção de flores de corte. Suas flores brancas tornaram-se populares para buquês de noivas".
"O nome Phalaenopsis deriva de “Phalaena”, “Phalena” ou mariposa e “opsis”, “aparência de”; foi sugerido pelo botânico holandês Blume, quem a encontrou pela primeira vez em 1825 e a nomeou de Phalaenopsis amabilis, como a mariposa tropical Phalaena".
"Phalaeonopsis são epífitas ou litófitas. As plantas crescem prendendo-se a ramos, troncos de árvore e rochas e quase sempre fixadas em lugares sombrios. Algumas espécies crescem bem próximo à praia, recebendo os respingos da água salgada do mar. Mas quando cultivadas em estufas, longe das drásticas mudanças climáticas, normalmente têm suas folhas conservadas integralmente. As folhas têm textura de couro e podem ter até 46 cm de comprimento por 7 cm de largura. São suculentas, servindo de reserva de água e alimento. A maioria das espécies viceja na selva, onde a temperatura é naturalmente uniforme, entre 24° à noite e 35° durante o dia (...)".
"Em seu habitat natural as hastes florais ficam dependuradas em cascatas, sobre suas longas e pesadas folhas, e estão continuamente em floração. Após a floração mais hastes podem surgir da haste original. Se depois da primeira florada tiver caído a haste, esta voltará a produzir outras brotações florais. Se quiser usar as flores para decoração, corte a haste acima do nó mais alto. A planta irá então produzir uma nova haste secundária dentro de pouco tempo".
"Quando as condições são favoráveis, as plantas são capazes de produzir “keiks”, brotações nas gemas da haste floral".
"A condição natural do meio ambiente das Phalaenopsis provê à espécie temperaturas médias estáveis, alta umidade e bom sombreamento. Por ser uma planta delicada, deve preferencialmente ser cultivada em estufas. Logo após a floração da sua Phalaenopsis, quando as flores murcham e secam por completo e são manualmente removidas, é possível induzir o nascimento de uma muda clone que brotará na própria haste floral, com a aplicação de pó de canela no substrato. Após o corte com tesoura de poda (esterilizada com fogo ou produto específico) no terceiro nó da haste floral da planta, é comum brotar uma nova haste que vai fazer sua Phalaenopsis gerar uma segunda floração no mesmo ano, quando bem tratada1".

Observação endógena: como pôde ser visto nas fotos, este exemplar floriu em apenas 2 flores. Motivo: anteriormente havia sofrido por não ter se adaptada, noutra residência; chegando a mim, começou a se recuperar imediatamente: as duas flores (quantidade pequena) representam muito qualitativamente).











quinta-feira, 31 de maio de 2012

Orquídea: Cattleya labiata

Informações iniciais sobre as Labiatas, numa postagem anterior (neste blog), pode ser visitada pelo link.
 


Cattleya labiata amesiana. Num habitat quase natural.
Região: Palmeira dos Índios/Alagoas, Brasil.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Artigo - Anacheilium aemulae: uma historieta de superação

Anacheilium aemulae
Uma historieta de superação 

Sobre as Orquídeas, o nome advém da língua grega; do radical grego Orchis que significa “testículo”, essa analogia procede da aparência dos dois tubérculos que constituem a base vegetativa de algumas espécies. As orquídeas são classificadas na divisão Spermatophyta, subdivisão Angiospermae, classe Monocotyledonae, ordem Microspermae e família Orchidaceae. A família é uma das maiores de plantas floríferas, englobando quase 1/7 das existentes no planeta. É composta por cerca de 1.000 gêneros e 20.000 espécies. “Foram os orientais os primeiros a fazerem referencia às orquídeas. O primeiro livro sobre o cultivo das orquídeas, foi provavelmente escrito em chinês no ano 1000 d.C.” (KAYASIMA; DEUTSCH, L, 1989).
Quanto ao crescimento, há dois tipos: o monopódico: quando a orquídea apresenta caule ereto que de ano para ano se torna mais alto; e o simpódico, quando a cada ano se forma um novo caule, em rigorosa sequência horizontal. Assim, cada caule brota de uma intumescência na base da planta: o pseudobulbo, que armazena as reservas nutritivas.
A maioria elabora seus próprios alimentos; algumas os retiram de matéria orgânica decomposta, como paus podres, ou são auxiliadas por um fungo que vive em suas raízes. As orquídeas são bissexuais, com estrutura reprodutora única. 

Neste "artigo” procuramos apresentar algumas informações sobre o gênero Epidendrum, cultivado no agreste de Alagoas, Nordeste do Brasil. Do grego Ep(i) = sobre + dendrum = árvore. Sua marca também é a qualidade de epífita.
Escrevemos aqui sobre o gênero Epidendrum, que é composto por mais de 1.100 espécies de orquídeas. Especificamente sobre a variedade aemulae. A fragrância agradável a torna uma das orquídeas encontradas em quase todos os orquidários domésticos.
A espécie aemulae é de porte mediano, folhas e pseudobulbos bem definidos e produz flores – geralmente – com tonalidades esbranquiçadas, mas sem tomar totalmente a qualidade de albas; apresenta ainda detalhes em finas faixas verticais de um violeta suave, na sépala (maior) superior ao labelo. Fazendo jus ao “sobrenome”, exala agradabilíssimo perfume.
Se deixadas sobre os galhos mais grossos das árvores podem chegar a ter 36 pseudobulbos e até mais, além de florir em até mais de 6 deles, totalizando mais de 20 flores perfumadas. Se num vaso, que deve ser um tipo placa ou algo parecido, não se poderá ter tantos pseudobulbos, nem flores, evidentemente.
Fizemos um acompanhamento empírico num exemplar de Anacheilium aemulae que fora coletado em 2007, numa área de devastação ambiental, no agreste de Alagoas. Apresentamos aqui informações angariadas em 5 anos sobre esta orquídea. As primeiras flores só ocorrem 6 meses depois de ser coletada.
Há de se considerar que ela contava com apenas 3 pseudobulbos pouco saudáveis na época da coleta; porque se encontrava derribada sobre o chão, em meio as gramíneas, também amarelecidas pela ação devastadora do sol de verão, tão intenso nesta região do Brasil. Após ser colocada num local adequado: um pedaço de madeira maciça, porém envelhecido, livre do sol direto e sob regas controladas, vieram, (meses depois) as primeiras flores: já estávamos em 2008. Em março deste ano ela encontrava-se com apenas 3 flores em 1 pseudobulbo, foi neste ano que experimentamos sua fragrância e decidimos pela sua evolução (foi também, neste ano que ela demonstrou sobreviver e querer prosseguir). Em 2009, assim como no ano anterior, ela estava fixada numa estaca, dentro do espaço coberto por uma tela, no “pseudo-orquidário”; neste período, por termos viajado e deixado-a sob outros cuidados, não teve uma floração evolutiva (lhe faltou rega, acreditamos), exibindo apenas 2 flores em apenas 1 pseudobulbo, mas neste ano já contava com 5 pseudobulbos (sendo 3 deles adormecidos), esta floração só veio a ocorrer no mês de maio. Em 2010 as flores ocorreram em março e somaram 6 flores em 2 pseudobulbos; detalhando melhor esta floração: o invólucro protetor pôde ser visto em 29 de março e a primeira flor surgiu em 14 de abril; posteriormente, no mês de agosto deste ano fizemos uma observação neste exemplar: já possuía 10 pseudobulbos (7 a mais que em 2008), o maior deles detinha 5 cm de comprimento e a maior folha tinha 18,5 cm de comprimento. Em 2011 a floração se consolidou em abril e as flores somaram 11, em 4 pseudobulbos. Já em 2012, por conta de mudanças no “pseudo-orquidário” (ela permaneceu por cerca de 2 meses apenas embaixo de uma árvore, para que outro espaço fosse construído), as flores reduziram em 1 – sendo 10 flores – em relação ao ano anterior; estiveram plenas em abril de 2012.


MÊS PREDOMINANTE DE FLORES
QUANTIDADE DE PSEUDOBULBOS
QUANTIDADE DE FLORES
2008
Março
01
03
2009
Maio
01
02
2010
Março
02
06
2011
Abril
04
11
2012
Abril
03
10
Tabela 1: Anacheilium aemulae: floração escriturada em 5 anos.
   
Constatamos que há uma predominância das flores nos meses de março e abril, fator diretamente condicionado a ligações de tempo e clima, assim como as manipulações humanas circunstanciais.  
Nosso desejo é continuar vivendo em meio às essas plantas prodigiosas, que não medem esforços para conquistar aos polinizadores naturais, assim como aos humanos sensitivos. Esperamos poder ainda escrever sobre este gênero, sobre esta espécie e poder contar acontecimentos de superação.

Mais informações em:

BIBLIOGRAFIA*
KAYASIMA, Masuji; DEUTSCH, L. A. Orquídeas Brasileiras: classificação e história das orquídeas. SERCOM; DESEMP. Dez. 1989.
LUZ, Joaci de Freitas. O Mundo das Orquídeas. Ano 3, n° 11.
____, Joaci de Freitas. O Mundo das Orquídeas. Ano 4, n° 17.
____, Joaci de Freitas. O mundo das Orquídeas. Ano 4, nº 18.
NOVA ENCICLOPÉDIA BARSA. 6. ed. São Paulo: Barsa Planeta Internacional Ltda., 2002. V. 07.
PEREIRA, Luis Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000, 315 p.
SERQUEIRA, Carla. Matas do Interior escondem raridades. In: Gazeta de Alagoas. Maceió, Sábado, 04 de Fevereiro de 2007. Ano LXXII, n° 576.


* CONSULTADA/ INDICADA.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

180 - Orquídea: Trichocentrum cepula

“Trichocentrum cepula foi descrita recentemente como parte de um complexo de espécies (Cetzal Ix et al. 2012), era conhecida anteriormente como Trichocentrum cebolleta (Jacq.) M.W. Chase & N.H. Williams. É uma espécie epífita, que apresenta folhas cilíndricas e flores de coloração amarelada, caracterizada por apresentar o labelo pentalobado (...)”.

“Espécie endêmica do Brasil, conhecida para as regiões Norte (TO), Nordeste (AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI) e Sudeste (MG) (Cetzal Ix et al. 2012). Na Bahia foi citada para a Chapada Diamantina para os municípios de Morro do Chapéu (Bastos & van den Berg 2012a), Palmeiras, Rio de Contas e Rio do Pires (Toscano de Brito & Cribb 2005)”.

Observação endógena: aparentemente é semelhante a uma Brassavola perrini (se julgada pelas “folhas” roliças e alongadas), pseudobulbos e folhas, porém em tamanho bem maior, assim como detinha resto de uma cápsula de sementes na última haste floral (inclusive este resto de haste floral levou-nos crer que não se tratava apenas de uma Brassavola perrini bem desenvolvida (evolution!). Essas duas características nunca nós observamos na “comparada”. O maior, destes “tentáculos” chegava a 42 cm comprimento; +/- 1,8 cm de diâmetro e +/-1,9 cm no pseudobulbo.
Após a sua floração, em cujas fotos, pudemos identificá-la com precisão. Trata-se de um belíssimo e surpreendente Trichocentrum cepula.
Porém, mais uma observação eu acrescento: os 2 exemplares que havia adquirido acabaram escapando das minhas mãos, por causa de umas permutas "maravilhosas" que eu fiz. Logo, fiquei sem nenhum e nada de conseguir outra, aí ficou difícil. Recorri a mais uma permuta, desta feita de forma inversa: eu recebi uma muda de Trichocentrum cepula, nada mais nada menos que vinda de Rondônia. Foi mais uma bela permuta!

 
 
 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

10 - Orquídea: Laelia vandenbergiana


Fiz questão de deixar o texto abaixo conforme escrito originalmente (há muitos atrás), porque recentemente esta orquídea foi rebatizada e mudou de gênero, passando para o grupo das Laelias.

"Em Alagoas, conhecido seu habitat, (região de Palmeira dos Índios, preferencialmente divisa com Pernambuco), se não já extinta, disto se aproxima, porquanto - ao que tudo indica - não é planta dispersa em outras áreas do nosso Estado" (PEREIRA, Luis de Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. – Maceió: IMA-AL, 2000, p. 275).

Observação endógena 1: a respeito da localização onde se encontra a orquídea supracitada, gostaria de enfatizar a região serrana de Palmeira dos Índios - AL, especificamente no povoado Sítio Novo. Lá, existem umas casas isoladas na beira da estrada velha de terra. Pois bem, em frente à antiga casa que eu morava com minha família existia uma bela mata, com árvores centenárias e excelentes para o abrigo dos animais, típicos da nossa região, tais como: cobras, tatus, pebas, teiús, raposas, saguins, guarás, gambás e casacos e até jacarés nas grandes barragens vizinhas, dentre outros; além de uma infinidade de aves, tais como: anus, rolinhas, juritis, codornas, bem-te-vis, canários, galos de campina, pintassilgos, pássaros pretos, cabeças pretas e caboclinhos etc. Com o passar dos tempos a mata mudou de dono, ou melhor, parte dela caiu nas mãos de um homem que praticamente implorava aos moradores para que eles derrubassem árvores e tirassem as madeiras, para consequentemente, transformar aquela parte de terra em pastagens para o gado.
Antes disso, na primavera, as árvores, na maioria ficavam cobertas de cor violeta, eu imaginava que fossem os ipês, mas lá sequer tem desta tonalidade, só depois constatei que eram grandes touçeiras desta incrível orquídea, que coloriam aquela paisagem.
Então o tal devastador conseguiu, aos poucos, destruir sua parte de mata; era horrível ver todos aqueles gêneros de orquídeas e bromélias inertes sobre o chão, ferozmente arrancadas dos graúdos troncos que lhe serviam. Aquelas pobres inquilinas, maioria delas, ficava totalmente suscetível ao calor forte e a destruição; inúmeras morriam em algumas semanas.
A outra parte da mata ainda é preservada. Até quando estará a salvo?
Finalizando deixo claro meu protesto de indignação contra aquele terrível desmatamento que as autoridades tomaram conhecimento e se fingiram à parte em nome da hipocrisia e da corrupção, inerentes a eles. Principalmente nesta área devastada a incidência de Schomburgkia rosea era bastante forte, os grandes aglomerados delas, decepados dos troncos abrangiam áreas de cerca de 1 m quadrado ou mais.
Observação endógena 2: na floração de 2011, composta por duas extensas hastes florais, uma delas atingiu a marca de 1,42 m de comprimento/altura; porém, um total de apenas 8 belíssimas flores.

SOBRE A MUDANÇA DE TAXONOMIA:
Ao longo das últimas décadas muitas orquídeas foram reclassificadas em gêneros distintos, como é o caso das Schomburgkias, que foram distribuídas entre os gêneros Cattleya e Laelia. Sendo que, num caso mais específico, as Laelias brasileiras foram movidas para o gênero Cattleya (não sei afirmar se foram todas elas ou algumas especificamente).
Portanto, atualmente, o gênero Schomburgkia é considerado obsoleto por muitas autoridades botânicas, tendo suas espécies sindo absorvidas principalmente pelos gêneros Laelia e Myrmecophila.
Assim, esta orquídea passa a ser identificada como Laelia vandenbergiana, que faz uma homenagem a Cássio van den Berg, botânico de Minas Gerais, que trabalhou extensivamente em estudos de filogenia e classificação da subtribo Laelinae e do gênero Cattleya, que resultaram na fusão dos gêneros Cattleya, Laelia e Sophronitis. Infelizmente esta é uma orquídea que já se encontra na lista de plantas em risco de extinção.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Orquídea: Cattleya labiata amesiana

Grosso modo, a Cattleya labiata pode ser caracterizada pelas seguintes tonalidades: amesiana; amesiana suave e rubra. Nesta primeira postagem você verá as fotografias de Cattleyas labiatas amesianas suaves; posteriormente postagens com as demais tonalidades. 
“Sobre a rainha das orquídeas nordestinas, muito já se tem escrito. Baseados em diferenças nas cores e formas do labelo da Labiata, diversos autores registraram centenas de sub-variedades. É bastante dispersa em Alagoas e prefere altitudes a partir de 400/450 m”.
“No final do verão e principio do outono, nossos orquidários são enfeitados pelas flores de Cattleya labiata. Além das belas flores, somos premiados com seu magnífico perfume que é exalado principalmente na parte da manhã. Foi classificada e descrita por John Lindley, em 1821. Ela é considerada o protótipo de todas as Cattleyas do grupo das labiatas (PEREIRA, Luis Araújo. (Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000).
"É provavelmente o gênero mais vistoso e popular de orquídeas, com inúmeros híbridos de gênero misto; é distribuído por toda a América Latina, do México a Argentina, sendo que a maioria das espécies é encontrada no Brasil. Apresenta pseudobulbos altos, em forma de bastão, ou esguios, com uma ou duas folhas semi-rijas couraçadas (...). As flores, de até 10 cm de diâmetro, desabrocham de uma a seis formando uma inflorescência que emerge de invólucro protetor na base da folha, durante a primavera ou outono. Suas cores são desde o branco até o roxo" (Disponível em: <http://www.wikipedia.org/wiki/cattleya> Acesso em: 14 de ago. de 2008).

Observação endógena: 
Contrariando “estudos” que fiz -que diziam que no Nordeste as Cattleyas labiatas floresciam entre -novembro e dezembro-, elas resolveram mostrar que a natureza faz seu tempo e floriram na época que é indicada para as florações no Sul e Centro-Oeste do Brasil. E desde então elas só florescem nas primeiras chuvas do fim de fevereiro para março, às vezes desde dezembro e se estendem até abril.
Qual a verdadeira cor das Cattleyas labiatas? Eis uma pergunta sem respostas para meros humanos. Pelo menos se quisermos dar uma resposta válida e exata, sem que façamos experimentos, por exemplo. Pois estas plantas superiores são realmente revolucionárias quanto aos seus detalhes mais íntimos e até mesmo mais visíveis. Pois se colocadas sob forte luz, demonstram fragilidade e cor clara e sensível, transmite a luz sobre suas pétalas e sépalas, como se fossem invisíveis. Se colocadas em ambientes opacos, fracos de luminosidade mostram-se rubras, escurecidas e de cores bem fortes, como que absorvendo a falta de claridade e assim se mimetizando. Se numa certa posição são de uma cor específica, noutra são de outra tonalidade. No entanto, estudiosos da área sustentam a existência das tonalidades amesiana, amesiana suave e rubra.
Nestas primeiras fotos buscamos mostrar algumas amesianas suaves. Nas próximas postagens virão fotografias das duas outras tonalidades. Aguardem e me deem informações corretivas ou complementares, se assim fizerem jus.
Cattleya labiata amesiana molhada pela leve chuva da manhã.

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