ORQUÍDEAS * BROMÉLIAS: Aechmea
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terça-feira, 15 de julho de 2025

Gravatá-Águia (Aechmea aquilega)


"O Gravata-Águia, conhecida cientificamente como Aechmea aquilega, é uma espécie de bromélia que se destaca por suas folhas formarem reservatórios de água essenciais para a reprodução de anfíbios e larvas de insetos, além de fornecer abrigo para pequenos invertebrados. Essa planta também serve de alimento e refúgio de aves, contribuindo para a biodiversidade local".

"A inflorescência tem uma estrutura alta e ramificada, de comprimento considerável. As flores são pequenas, mas envoltas por brácteas vistosas, que podem ser amarelas, alaranjadas ou vermelhas, dependendo da variedade e da exposição ao sol. As flores em si são geralmente roxas ou azuis, contrastando com as brácteas coloridas e duram alguns meses. Após a floração, a planta produz pequenos frutos em forma de bagas elípticas, que contém sementes minúsculas".

"A Aechmea aquilega é nativa do Brasil, em ocorrência em Estados como Alagoas, Bahia, Espírito Santos dentre outros, em áreas remanescentes ou preservadas de Mata Atlântica, floresta ombrófila pluvial e restinga. Em algumas regiões, a espécie é classificada como em perigo de extinção conforme a Lista Vermelha da Flora Brasileira".

"Embora seja considerada uma planta daninha em algumas regiões, os escapos florais jovens são comestíveis e podem ser utilizados em preparações culinárias como bolinhos fritos ou como condimentos" [1].

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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Bromélia: Bromélia-coral (Aechmea fulgens)


Nome científico: Aechmea fulgens;
Nomes populares: Bromélia-coral; Aéquimea; Bromélia;
Sinônimos: Aechmea discolor; Lamprococcus fulgens.

"A bromélia-coral é uma espécie herbácea, monocárpica, acaule, epífita e rupestre, de folhagem e florescimento ornamentais. Ela é nativa do Nordeste brasileiro, especialmente nos Estados da Bahia e Pernambuco. Apresenta folhas dispostas em roseta, formando um funil que acumula água em seu interior. Suas folhas são laminares, recurvadas, verde-brilhantes, cerosas e com afiados espinhos nas margens. As inflorescências surgem na primavera ou verão e são do tipo panicula, vermelhas, com brácteas igualmente vermelhas e numerosas flores roxas. Os frutos que se seguem são bagas vermelhas e globosas, bastante duráveis e oranamentais".
“Tropicalíssima, a bromélia-coral é conhecida no mundo todo como uma excelente espécie para adornar interiores. O principal motivo para esta planta ter caído nas graças dos decoradores é o fato de seus frutos permanecerem na planta por muitos meses. Assim, envasada, ela alegra diversos ambientes, desde escritórios, a salas de estar, lavabos, varandas, etc. Só exige uma janela bem iluminada e regas regulares. No jardim, podemos formar maciços e canteiros sempre à meia sombra, protegida do sol forte por coberturas, pérgolas ou sob a copa das árvores (...)”.
“Deve ser cultivada sob meia sombra, em substrato próprio para epífitas, leve, drenável, mas com boa capacidade de retenção de água. Uma mistura de carvão, areia, terra vegetal e casca de coco, já é o suficiente. Também pode ser afixada em árvores com sisal. Necessita de regas frequentes, principalmente na parte aérea, de forma a manter o “copo” da planta sempre cheio. Para evitar o mosquito da dengue, coloque uma ou duas colheres de borra de café no interior da planta. Aprecia o calor e a umidade dos trópicos (...). Multiplica-se por sementes e por separação das mudas, que se formam após o florescimento da planta. É necessário aguardar que as novas mudas tenham 1/3 do tamanho da planta mãe[i]”.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Aechmea leptantha na natureza

“O gênero Aechmea (Bromeliaceae) compreende aproximadamente 250 espécies exclusivamente neotropicais, sendo 64% endêmicas do Brasil. Dentre estas, Aechmea leptantha (Harms) Leme e J.A. Siqueira-Filho está distribuída apenas nos domínios de Caatinga (Decídua, Espinhosa, Vegetação Seca) e Mata Atlântica dos estados brasileiros de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Sergipe” (p. 2).

“Durante todo o período do estudo (12 meses) A. leptantha apresentou apenas um evento de floração que durou aproximadamente dois meses, com marcada concentração temporal, sendo categorizada no padrão de floração anual (...). O florescimento anual é o padrão mais comum entre a família Bromeliaceae”.

“O número médio de flores em antese/dia variou de 5 a 10 (n = 30 indivíduos) ao longo do período de floração, com 8 a 17 flores em antese/dia de coleta e de duas a oito flores em antese/dia por indivíduo. Assim, apesar de apenas algumas flores disponíveis por dia e por planta (caracterizando uma disponibilidade regular de flores em nível individual), a população como um todo apresentou o florescimento do tipo “cornucópia” à medida que um grande número de flores foi produzido durante pelo menos 10 semanas. essa estratégia garante a oferta de recursos aos polinizadores por longos períodos de tempo” (p. 5).[i].

 
 

[i] SILVA, T.S.; QUIRINO, Z.G.M.; MELO, J.I.M.. Notas sobre a fenologia reprodutiva de aechmea leptantha (bromeliaceae), uma espécie endêmica do nordeste brasileiro. Disponível em: https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/conapesc/2018/TRABALHO_EV107_MD1_SA17_ID904_10052018165532.pdf Acesso em mai. de 2025.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bromélia: Aechmea leptantha

“As Bromeliáceas são típicas das zonas tropicais americanas e comuns nas matas brasileiras. São em geral epífitas – elas vivem sobre galhos de árvores, que utilizam como suportes, sem delas nunca depender em seu sistema alimentar. Parecem extrair nutrientes do ar, da poeira e de eventuais bactérias. Abrangem cerca de 1.700 espécies e estão agrupadas em 46 gêneros. As flores podem ser isoladas, em espigas com brácteas, ou em cachos”. (NOVA ENCICLOPEDIA BARSA. 6 ed. São Paulo. Barsa Planeta Internacional Ltda., 2002).
“A família das Bromeliáceas abriga mais de 3.000 espécies e milhares de híbridos. Com uma única exceção, todas são nativas das Américas, sendo que o abacaxi é a mais popular delas. Só no Brasil, existem mais de 1.500 espécies".

"As bromélias não são parasitas como muitas pessoas pensam. Na natureza, aparecem como epífitas (simplesmente apoiando-se em outro vegetal para obter mais luz e mais ventilação), terrestres ou rupícolas (espécies que crescem sobre as pedras) e compõem uma das mais adaptáveis famílias de plantas do mundo, pois apresentam uma impressionante resistência para sobreviver e apresentar infinitas e curiosas variedades de formas e combinações de cores".
"As bromélias estão divididas em grupos chamados gêneros - que hoje são mais de 50. A maioria das espécies de um mesmo gênero tem características e exigências iguais. Gêneros diferentes requerem diferentes variações de luminosidade, rega e substrato". 

No cultivo, os gêneros mais comuns são:
•AECHMEA • BILLBERGIA • CRYPTANTHUS • DYCKIA • GUZMANIA• NEOREGELIA • NIDULARIUM • TILLANDSIA • VRIESEA
"A maioria das bromélias pode ser plantada em vasos, mas podemos mantê-las sobre troncos ou xaxim. As Tillandsias, de folhas acinzentadas, não se adaptam ao plantio em vasos, preferindo os troncos". 
"As bromélias crescem em quase todos os solos, levemente ácidos, bem drenados, não compactados e que propiciem condições de bom desenvolvimento para o sistema radicular. O substrato deve ter partes iguais de areia grossa ou pedriscos, musgo seco (esfagno) ou xaxim e turfa, ou mesmo húmus de minhoca". 

"O importante é que a mistura possibilite uma rápida drenagem. Cryptanthus e Dyckias crescem bem no mesmo tipo de mistura, acrescentando-se, ainda, uma parte de terra ou folhas secas moídas". Fonte: Sociedade Brasileira de Bromélias. 

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