quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

355 - Orquídea: Cattleya loddigesii tipo

Trata-se da primeira Cattleya loddigesii a compor a minha modesta coleção. Esta espécie de Cattleya é bastante peculiar e interessante em qualquer coleção de orquídeas, principalmente por causa da beleza das suas floradas, que é indiscutível. Ela tem se desenvolvido muito bem aqui na minha região. Esta é a sua segunda floração, porém, na primeira floração (de apenas 1 flor) ficou comprometida por ataque de inseto na flor e acabei não fazendo o registro.
Desta vez ela produziu essas 2  belas flores.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

370 - Orquídea: Tolumnia Golden Sunset

(...) Tolumnia Golden Sunset é um dos híbridos de Tolumnia mais deliciosos e produzidos nos últimos 60 anos. O ano de 2000 marcou o 25º aniversário do seu registro, e esse período proporcionou aos criadores e aficionados uma excelente perspectiva para julgar seu sucesso ou fracasso.
História:
No início dos anos de 1950, o lendário WW Goodale Moir, do Havaí, foi pioneiro na criação de Tolumnia quando começou a cruzar as espécies que havia coletado em suas viagens de negócios às Índias Ocidentais. Os primeiros 25 anos de atividade foram dominados por seus esforços. Na década de 1970, o potencial que ele estava persuadindo de 'as ervas daninhas de Moir', como eram chamadas, encorajou outros a se unirem à perseguição. Os mais ativos foram Richard e Stella Mizuta e Robert e Susan Perreira, também do Havaí. A fundação de Moir meticulosamente preparado e estava prestes a dar frutos. Tolumnia Golden Sunset (Stanley Smith x Pequeno Tim) foi feito pelas Perreiras, e registrado por Francis Aisaka em 1975. É um híbrido bastante simples que combinou quatro das cinco espécies que Moir acreditava serem as mais significativas na criação de Tolumnia. Tolu. A Puchella contribuiu com seus genes para a cor rosa, tamanho grande, forma completa e boa apresentação em uma inflorescência longa e muitas vezes ramificada. Tolu. A Triquetra forneceu o potencial para manchas e padrões variados e um hábito de planta compacta. Ele também ofereceu encurtamento da inflorescência, bem com o sua propensão a se ramificar. Tolu. A. Guianensis (anteriormente chamado de Oncidium Desertorum), preencheu a forma da pétala, realçando a redondeza geral das flores. O Tolu. Urophylla ofereceu sua cor amarela, bom tamanho e lábios bastante expandidos.
É interessante notar aqui que Moir considerou esta espécie uma das cinco espécies fundamentais em seu programa de reprodução, e sem dúvida foi, a julgar pela sua descrição do clone que ele provavelmente usaria. Sua descrição do clone e seus relatos de resultados de reprodução levaram-me a acreditar que ele estava lidando com uma forma muito seletiva (...).
A mistura dessas espécies parece ter sido quase perfeita, e em suas contribuições são expressas em vários graus nos muito clones de Tolumnia Golden Sunset, produzindo uma notável variedade de cores e padrões.
Até 1980, 11 híbridos foram registrados usando Tolu. Golden Sunset como um dos pais e Tolu . A Golden Sunset recebeu 13 prêmios de qualidade AOS. Em 1982, Karen Miles e eu avaliamos o que consideramos as três tolumnias mais promissoras do dia; Tolu Pôr do sol dourado, Tolu. Arco-íris e Tolu. Phyllis Hetfield (Três Super Oncidiums da década de 1970. Todos os três tinham clones excepcionais que estavam sendo introduzidos nos programas de hibridização em andamento, e estavam produzindo descendentes promissores que estavam recebendo prêmios.
Atualmente, como seria de esperar, procriando com o Tolu. O Golden Sunset como pai direto diminuiu, principalmente como resultado de seus inúmeros descendentes bem-sucedidos que agora estão se desenvolvendo. No entanto, os hibridadores ainda têm a oportunidade de olhar para Tolu. Golden Sunset como um pai desejável. Seu maior trunfo, como já foi observado, é a variabilidade de cores e padrões combinados com alta qualidade consistente. Devido a esse excelente potencial, os criadores continuaram a investigar suas possibilidades. De fato, várias cruzes anteriores estão sendo refeitas com novos e diferentes clones de Tolu. Pôr do sol dourado[i].

Observação endógena: esta planta foi comprada de um orquidário online, já constando como adulta em fevereiro de 2019, vindo a florir cerca de 6 meses depois. Foram apenas 03 flores produzidas, mas me deixou bastante satisfeito com o tamanho e a forma delas, além dessa incrível mescla de cores.


sexta-feira, 22 de novembro de 2019

378 - Orquídea: Miltonia flavescens

Nome técnico: Miltonia flavescens;
Nome popular: orquídea amor-perfeito;
Origem: nativa do Brasil, encontrada em vários estados, da Bahia e Pernambuco aos estados do sul do país e também na argentina.

"Planta herbácea perene, epífita de folhas finas coriáceas com altura em torno de 30 cm, formando grandes touceiras”. As flores são pequenas e perfumadas, de sépalas e pétalas na cor amarelo pálido e labelo branco de forma diferenciada com pontuações em púrpura. Reúnem-se em grande racemo muito ornamental, com a haste floral de 40 cm com cerca de 12 flores em cada, na primavera até o verão, dependendo das condições da região. A duração da floração é de até 20 dias”.
“É uma das orquídeas mais fáceis de cuidar. Tolera calor e vegeta bem em locais de clima mais úmido e de temperaturas mais baixas, numa amplitude de 5 a 35º C”.
“O local de cultivo pode ter boa luminosidade, se colocar em ripado, usar sombreamento de 50%, deixando espaço grande entre as plantas penduradas, pois forma grande touceira”.
“As regas devem ser frequentes nas estações de crescimento da planta e no verão, diminuindo no inverno. As adubações para esta orquídea devem ser balanceadas”.
“Quem usar adubo foliar deve ter cuidado na aplicação, evitando que o sol queime as folhas com gotas de água em cima. A propagação desta orquídea pode ser feita por divisão de touceira. A não ser que seja um produtor e vá comercializar, o interessante é deixar que se formem grandes touceiras, seu efeito ornamental será maior[i]

Observação endógena: esta é por enquanto, minha única orquídea do gênero Miltonia a florir, e isto não foi nada fácil. Foi preciso insistir um pouco, prova disso é que esta é a minha segunda planta. A primeira se desenvolveu muito bem e chegou a emitir hastes florais por diversas vezes, mas nunca chegava a produzir as flores. Até que em certa estação climática ela morreu. Fiquei algum tempo sem investir neste gênero (especificamente nesta espécie) até que resolvi comprar mais uma no início deste ano e olha que deu muito certo, além de vir a emitir raízes e novos pseudobulbos, também produziu essas primeiras belas flores. 

[i] Disponível em: <http://www.fazfacil.com.br/jardim/orquidea-miltonia-flavescens/> Acesso em jan. 2013.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

271 - Orquídea: Rodriguezia decora


Origem: São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Guiana, Equador, Suriname e Venezuela;
Habitat: epífita em florestas úmidas e sombrias;
Altitude: 400 m a 1.700 m;
Floração: Outono;
Tamanho quando adulta: até 15 cm;
Tamanho da flor: 2 cm;
Quantidade de flores por haste: aproximadamente 30 flores.

"Quanto as folhas, elas são estreitas e pequenas (cerca de 15 cm) e opostas, saindo de pequenos pseudobulbos".
"O pendão floral tem em torno de 30 cm a 40 cm em exemplares mais velhos, repleto de pequenas flores coloridas. Essas flores têm entre 1,5 cm e 2 cm, duram cerca de 10 dias e se apresentam inseridas alternadamente na haste floral. Seu florescimento ocorre do outono ao inverno, constituindo grande atração no local de cultivo".
"Esta espécie se adequa em climas de vão desde os 15º C até os 35º C, necessitando de um sombreamento de 60%, seja em ripado, tela sombrite ou árvores"[i]

Observação endógena: formar uma coleção com diversos exemplares de orquídeas de um mesmo gênero, acredito que possa ser o desejo de muitos orquidófilos (profissionais ou amadores). Já imaginou ter diversas possibilidades de plantas distribuídas por gênero, como por exemplo: Cattleyas, Catasetums, Encyclias, Rodriguezias etc.? Além de se tratar de uma tarefa muito difícil, ainda tem o fato de que muitas vezes acabamos por ficar sem espaço suficiente, dada a diversidade de gêneros e espécies que venhamos a ter... No caso das Rodriguezias que eu tenho, são poucas plantas, mas já dá para falar de uma certa diversidade, observando que tenho a Rodriguezia venusta, a Rodriguezia bracteata, a Rodriguezia lanceolata e esta Rodriguezia decora, certamente uma das mais incríveis neste gênero (dentre tantas outras). 

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

384 - Orquídea: Aspasia variegata

Aspasia variegata. Lindley, 1836.
"Aspasia variegata é uma espécie de orquídea pertencente ao gênero Aspasia, comum em toda a bacia amazônica e entre os 200-300 m de altitude, especialmente no que se refere ao território boliviano. Pode ser encontrada em florestas abertas, tanto em tereno seco ou inundado, frequentemente em ramos das árvores sobre a água".
Sinônimos:
Aspasia interrupta (Hoffmanns, 1844);
Aspasia liturata (Link ex Rchb. f., 1855)[1].

Observação endógena: esta foi mais uma daqueles boas surpresas,  fruto de mais uma troca com a orquidófila e amiga, de Pilar/AL. Logo que emitiu este novo bulbo, já apresentou esta formação para flores (como se pode ver nas imagens). A flor tem toda essa beleza em pequenos detalhes e um labelo que se destaca bastante. Vale a pena o cultivo desta espécie de Aspasia!


[i] Disponível em: https://www.wikiwand.com/pt/Aspasia_variegata Acesso em set. 2019.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

LABELOS DE DIFERENTES CATTLEYAS LABIATAS (Espécies)

Diversos sites, livros e revistas sobre a temática, apresentam  sobre as principais funções  e características do labelo (na floração de uma orquídea); no caso das cattleyas labiatas isto não é diferente. Grosso modo, diz-se que o labelo é uma tépala* (pétala modificada), presente nas flores das orquídeas. A principal função do labelo é - certamente - atrair a atenção visual dos polinizadores (o que acaba também atraindo o nosso olhar), utilizando-se de diferentes 'subterfúgios', como a sua forma e as suas cores, ou simplesmente ser um guia ao polinizador, de forma que ele venha a esbarrar na antera e carregar as políneas, por meio de calos na sua superfície.

Variações dos labelos  das labiatas:

  • Anelata: apresenta na entrada do tubo um colorido em forma de anel;
  • Atro: colorido escuro do labelo, estendendo-se pela parte externa do tubo até a junção com pétalas e sépalas;
  • Íntegra: a mancha escura do lóbulo frontal estende-se pela parte interna do labelo penetrando no tubo;
  • Orlata: quando a mancha escura frontal estende-se pela sua orla superior;
  • Venosa: veias escuras entrecortando o colorido na base do labelo**.

Cattleya labiata semi-alba var. amoena.
____________________
* Em botânica, tépala é cada uma das peças florais que, não sendo pétala nem sépala, constituem o perianto de numerosas monocotiledôneas. Também pode ser definido como uma unidade ou seguimento dos periantos nos quais não estão claramente diferenciados a corola e o cálice, como na tulipa ou na cebola.

** Disponível em: João Paulo de Souza Fontes, "A Rainha do Nordeste Brasileiro". Edições Europa. 1989.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Denphal pink - flores 2018 e 2019

Como se pode ver através das fotografias, bem como pelos conhecimentos que se tem sobre a maioria das orquídeas deste gênero, o seu maior trunfo é a abundância na produção flores, as quais podem acontecer durante praticamente todo o ano (independentemente da estação climática) e, neste caso aqui, atravessou desde meados de 2018 até fins de 2019. Outra característica é que essas orquídeas emitem novas hastes florais em pseudobulbos que já floriram anteriormente, bem como nos bulbos mais jovens, o que faz com que a produção de flores tenda a evoluir e a ser crescente a cada ano.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Amigos e Seguidores