terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

339 - Orquídea: Encyclia dichroma

A Encyclia dichroma é originária do nordeste brasileiro, principalmente dos Estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe”. 
"Esta planta de fácil adaptação ao meio pode ser encontrada vegetando de forma epífita, fixada em árvores e arbustos, ou de forma rupícola, presa a rochas e penhascos, ou ainda de forma terrestre, fixada em areais de restingas, sempre em altitudes que variam desde o nível do mar até 600 m”. 
“O nome da espécie, dichroma, é uma palavra composta e derivada do grego: di, que significa “dois”, e chroma, que significa “cor”. Trata-se de uma referência às cores de suas flores, nas quais ocorre a predominância do rosa claro e escuro”.

Anteriormente esta orquídea foi classificada com esses sinônimos abaixo:

Epidendrum dichromum;
Epidendrum quesnelianum;
Epidendrum roseum;
Epidendrum jenischianum;
Epidendrum dichromum var. amabile;
Epidendrum dichromum var. striatum;
Epidendrum conspicum;
Epidendrum biflorum;
Epidendrum amabile;
Encyclia ortgiesii;
Encyclia conspicua;
Encyclia jenischiana;
Encyclia brasiliense;
Encyclia ghillanyi;
Encyclia dichroma sbsp. biflora.

“A forma de crescimento desta planta é simpodial. Possui rizoma compacto suportando pseudobulbos alongados, periformes (em forma de pêra) e bifoliados. As folhas, que medem em torno de 25 cm de comprimento, são estreitas, lanceoladas e coriáceas”. 
“A inflorescência é ereta e racemosa, podendo passar de 1 m de comprimento, e suportando entre 4 e 12 flores de aproximadamente 4 cm de diâmetro”. 
“Estas são levemente perfumadas. Sépalas e pétalas estriadas de cor predominantemente rosa, e labelo da mesma cor, mas com parte inferior em tonalidade mais escura de rosa”.

Seguem algumas dicas para cultivo:
·  Recomendo cultivar a Encyclia dichroma fixada em cascas ou troncos de árvores. Se preferir, pode utilizar vasos de plástico ou caixetas de madeira, e um substrato composto por partes iguais de casca de pinus e carvão vegetal. Não coloque esfagno.

· Cuidado com a drenagem. Esta planta não tolera excessos nas raízes, que apodrecem se ficarem encharcadas. Por ser uma orquídea originária de regiões de pouca umidade, sugiro não regar enquanto o substrato não estiver completamente seco.

·  Gosta de bom nível de luminosidade. Recomendo cultivo em lugares com 30 a 40% de sombreamento.

·  E, por último, sugiro cultivo com temperaturas entre 10 e 35 graus. Floresce no outono e sua floração dura em média 30 dias[i]

Observação endógena: esta é um encyclia de floração muito interessante, basta ver na evolução na cor das flores, que vai do ameno ao mais intenso e o destaque (à parte) para este labelo estendido e mais rosado que as pétalas e sépalas. Ela foi adquirida de um orquidófilo de Sergipe e cerca de um ano após a aquisição, emitiu esta primeira floração, em haste com cerca de 50 cm e 5 belas flores. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

358 - Orquídea: Epidendrum secundum X Prostechea mariae

"A planta tem um porte pequeno a médio, geralmente chegando de 15 cm a 30 cm de altura. A flor pode ser considerada pequena, de até 4 cm de diâmetro, em hastes  eretas que produzem um conjunto de até 5 flores. Apreciam um clima tropical, em sombreamento em torno de 50%".
"Florescem em períodos indeterminados do ano e podem florir mais de uma vez ao ano. Essas flores podem durar uma média de 20 dias".
"Como substrato pode-se usar (no vaso de plástico ou argila), a casca de pinus, carvão e esfagno, ou também placas de madeira, desde que não falte umidade na planta".
"Quando bem cultivada forma lindas touceiras rapidamente; gosta de calor e boa adubação"[1].

Observação endógena: esta orquídea foi adquirida por acaso, porque na ocasião eu havia comprado um Epidendrum radicans var. alba e o vendedor, por ter atrasado a entrega, mandou duas mudas, supostamente do Epidendrum comprado. Mas então, quando eles vieram a florir, a surpresa (um era o radicans var. alba e o outro era este Epidendrum secundum X Prostechea mariae). São flores de coloração atrativa e com esses cortes (detalhes no labelo), se tornam ainda mais interessantes.
____________
[1] Disponível em:
https://www.orquidario4e.com.br/epidendrum-secundum-x-prostechea-mariae-nbs/p/epi00004 Acesso out. de 2018.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

368 - Orquídea: Catasetum macrocarpum outra variação

Este é um Catasetum macrocarpum que já possuo há alguns anos e produziu a sua segunda floração. Na sua primeira floração eu identifiquei que as flores eram razoavelmente diferentes das flores produzidas pelos outros Catasetums da variedade macrocarpum e pensava que era porque se tratava de uma planta jovem, no entanto, percebi nesta segunda floração que elas eram realmente diferentes.
Nestas flores predomina um verde ameno (ficando amarelo pálido à medida que as flores amadurecem até murcharem) e essa coloração predominante é praticamente uniforme entre as pétalas, sépalas e labelo. As máculas no interior da flor, são tímidas e pequenas.
Esta foto abaixo é da floração de Catasetum macrocarpum, variedade convencional: vê-se que a tonalidade das pétalas e sépalas é mais intensa, bem como o pintalgado no interior da flor.
Obs. no vídeo abaixo também é possível ver essa diferenciação nas duas variedades.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

367 - Orquídea: Coppensia flexuosa

Coppensia flexuosa (Lodd.) Campacci, Bol. CAOB 62: 55 (2006). Orquidófilo Marcos Antonio Campacci.
"É também conhecida como 'dama dançante' por conta de seu labelo que parece insinuar o movimento de uma bailarina. Espécie epífita, que tem por característica marcante a flexibilidade da haste floral: devido aos hábitos trepadores pode enrolar-se a suportes, o que lhe deu o nome de flexuosa" [1].

Sinônimos:

Ampliglossum flexuosum;
Oncidium flexuosum;
Epidendrum lineatum;
Gomesa flexuosa;
Gomesa megaloptera;
Oncidium flexuosum var. radiatum;
Oncidium haematochrysum;
Oncidium haematoxanthum;
Oncidium megalopterum.

"Coppensia é um gênero pertencente à família Orchidaceae, e é formado por aproximadamente 50 espécies".
"O nome deste gênero é uma homenagem ao historiador e ilustrador belga Bernard Coppens".
"Coppensia flexuosa, planta que habita de forma epífita na Mata Atlântica de todo o território brasileiro, além de ser encontrada no noroeste da Argentina, Paraguai e Uruguai. Vegeta em locais quentes e úmidos, tais como áreas pantanosas e alagadiças e em bosques de montanhas baixas (...)".
"Trata-se de uma planta de crescimento simpodial. Possui rizoma longo com raízes velamentosas. Os pseudobulbos são bifoliados, arredondados e bem espaçados, com aproximadamente 5 cm de diâmetro. As folhas são coriáceas e estreitas, podendo chegar a ter 14 cm de comprimento por 2,8 cm de largura".
"A inflorescência é muito chamativa. Da base do pseudobulbo emerge uma longa haste flexível e ramificada que pode chegar a 1 m de comprimento, suportando dezenas de flores em seu terço terminal. Cada floração dura em média 20 dias".
"As flores têm entre 1,5 e 2,5 cm de diâmetro. Sépalas e pétalas de cor amarela e com máculas de cor marrom castanho. O labelo é muito grande em relação ao resto da flor, e nele predomina o mesmo amarelo intenso e atrativo, com máculas de cor avermelhada".

Dica para cultivo:
"Sugiro cultivar a Coppensia flexuosa fixada em troncos ou cascas de árvores, e com muitas raízes expostas. Esta planta precisa de grande aeração nas raízes"[2].

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

322 - Orquídea: Cattleya pão de açúcar

"Registrado por Florália Reunidas em 1992, a Cattleya pão de açúcar é um híbrido resultante do cruzamento entre a Cattleya Kerchoveana (Cattleya schofieldiana x Cattleya schilleriana) e a Cattleya Brabantiae (Cattleya acladiae x Cattleya ioddigesii), que [obviamente] são também cruzamentos".
"A Cattleya pão de açúcar gosta de um clima temperado com temperaturas não muito altas, em média 22º C são aceitáveis com uma boa rega, boa luminosidade e sombreamento de 50% em média".
"Planta epífita, simpodial, bifoliada de pequeno/médio porte, ficando por volta de 40 cm. Com flor muito bonita, tem em média 10 cm, a Cattleya pão de açúcar é muito chamativa  aos olhos, devido ao seu colorido, mesmo não possuindo perfume".
"A duração das flores gira em torno de 15 dias e a época de floração é indeterminada (...)".
"O vaso pode depender muito do local de cultivo, indo o vaso de barro (secagem rápida), ao vaso de plástico (secagem lenta), e o substrato pode variar entre xaxim desfibrado ou em cubos, esfagno, misto de chips de coco com pinus e carvão[1]".

Observação endógena: eu comprei esta bela Cattleya em meados de 2016, era de tamanho pequeno, mas se desenvolveu rapidamente e floriu pela primeira vez em fins do ano passado. Foram apenas 2 belas flores, que certamente enfeitaram o orquidário de uma maneira inédita e plausível. Como se pode ver nas fotos, o labelo é bastante chamativo, mas não se resume a ele, já que as pétalas e sépalas também são bastante atrativas.
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[1] Disponível em:
http://jsalmazo.blogspot.com.br/2010/12/cattleya-pao-de-acucar.html Acesso dez. 2016.

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