terça-feira, 11 de junho de 2019

256 - Orquídea: Neobenthamia gracilis


"Neobenthamia gracilis é conhecida popularmente como ‘orquídea buquê de noiva’. Por se tratar de uma planta totalmente fora dos padrões habituais das orquídeas, este gênero possui apenas uma espécie, a gracilis”.
“É originária das montanhas Nguru e Cordilheira Uluguru, ambas localizadas no leste da Tanzânia, na África. Habita em altitudes entre 500 e 1.800 m, de forma predominantemente terrestre, em solos ricos em material em decomposição, podendo também ser encontrada vegetando de forma epífita, em árvores cobertas de musgo, ou ainda de forma rupícola, acomodada e fixada em rachaduras”.
“O nome deste gênero, Neobenthamia, é uma homenagem ao renomado botânico inglês George Bentham. O prefixo deriva do grego: neos, que significa ‘novo’, por se tratar de uma segunda homenagem a esta pessoa. Já o nome da espécie deriva do latim, gracilis, que significa ‘delgado’, em referência ao longo e fino caule desta espécie”.

Nomes anteriores:

Polystachya holtzeana;
Polystachya neobenthamia.

“É uma planta que forma enormes touceiras, com longos caules que podem chegar perto de 2 m de altura, de onde brotam de forma pendente longas hastes florais de até 80 cm de comprimento, terminadas em um denso ramo de flores”.
“Apesar de ter flores pequenas, esta planta não entra na classificação de micro-orquídea. As flores têm em média 1,5 cm de diâmetro, com cor predominantemente branca e com labelo maculado de amarelo e pintalgado de cor púrpura. Tem um maravilhoso perfume suave, delicado e adocicado”.

Regras básicas para o cultivo:

· Sugiro cultivo em vaso fundo de plástico ou em canteiros adaptados dentro do jardim.
· Para ambos os casos, sugiro utilizar um substrato bem poroso, composto por partes iguais de casca de pinus, carvão vegetal, pedra brita e areia grossa. Se puder acrescentar um pouco de turfa, fica melhor ainda.
· Esta planta gosta de muita luminosidade. Sugiro cultivo com 30% de sombreamento.
· Suporta temperaturas entre 10 a 35 graus. Para um bom cultivo e indispensável protegê-la das geadas e baixas temperaturas.
· Assim como a Dendrobium nobile, a Neobenthamia gracilis também pode ser reproduzida pelo processo de estaquia. Recomendo.
· Agora, independentemente da forma de cultivo, temos que tomar muito cuidado com esta planta. Seus bulbos são extremamente frágeis e quebradiços. Se plantada no jardim, procure locais protegidos.
“Floresce normalmente entre o inverno e a primavera. Geralmente floresce mais de uma vez por ano, com suas magníficas ‘bolas’ de flores brancas e perfumadas. Cada floração dura em média 20 dias"[i].

Observação endógena: esta foi mais uma daquelas orquídeas que demoraram bastante para emitir a primeira floração, sem bem que foi comprada muito pequena, algo em trono de 12 cm e atualmente já está com mais de 40 cm. De início, também, eu acabei me confundindo na identificação e só recentemente eu tive a certeza que se trava da Neobenthamia, talvez por isso eu tenha cultivado a mesma sempre na condição de epífita, apesar de ser originalmente mais comum encontrá-la na forma terrestre ou rupícola.
Foram produzidas várias hastes florais e logo depois da floração esta orquídea emitiu diversos keikes e novas raízes no decorrer da estrutura.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

306 - Orquídea: Dendrobium aphyllum x Dendrobium primulinum

É uma orquídea epífita, de porte médio a grande, chegando a mais de 1 metro de comprimento em determinados cultivos.
A flor tem um tamanho médio de 5 cm, em cachos pendentes e dura em torno de 12 dias.
Quanto às folhas, elas caducam e é geralmente após esta fase que as flores aparecem.
Clima: tropical e média umidade.
Origem: Ásia.
Cultivo: está sendo cultivada num vaso de plástico, com substrato para epífitas e aparenta estar muito bem adaptada, haja vista esta primeira produção de flores.

Observação endógena: como dito anteriormente, esta foi a sua primeira floração, num total de 9 flores.
Como se pode ver nas fotografias, as flores aparecem dispostas no decorrer de todo o pseudobulbo, sem folhas, o que confere uma visão ainda mais incrível. Estas flores têm um aspecto frágil e o labelo é bastante chamativo, com essas pequeninas brácteas (esse franjado comedido e minúsculo).

terça-feira, 28 de maio de 2019

343 - Orquídea: Cattleya intermedia flamea x Cattleya amethystoglossa

Trata-se de uma linda Cattleya híbrida, originária do cruzamento entre Cattleya intermedia flamea X Cattleya amethystoglossa. É um pouco difícil encontrar informações no que se refere a preferência de cultivo e características gerais sobre boa parte dos híbridos. Mas, pode se afirmar que - como quase toda e boa cattleya - se trata de um exemplar de flores vistosas, elegantes e coloridas; planta resistente e de fácil cultivo, que aprecia clima tropical e boa luminosidade. 
Está sendo cultivada na condição de epífita e em vaso de plástico com uma mistura de casca de pinus, carvão mineral e chips de coco (substrato).
Foi adquirida dois anos atrás e floriu pela primeira vez no início deste ano. 

terça-feira, 21 de maio de 2019

275 - Orquídea: Epidendrum híbrido rosa

Este é um Epidendrum híbrido incrível e de proporções avantajadas, desde a parte estrutural da planta, até a haste floral e o tamanho das suas flores. A planta está com cerca de 40 a 50 cm de comprimento e a maior haste floral, este ano, atingiu cerca de 1 m de comprimento. Foram dezenas de flores (grandes e resistentes) e o mais interessante é que elas abrem simultaneamente e permanecem assim por semanas, nesse formato circular (como uma bola de flores, mesmo), ao contrário da maioria dos epidendrums que abrem as flores de maneira sequencial (ao passo que as mais antigas vão murchando) e assim não se consegue ter este espetáculo visual.

E o mais importante nesta postagem: se alguém tiver uma dica de identificação, por favor, comente abaixo! Obrigado.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

54 - Orquídea: Epidendrum nocturnum - 10 floradas consecutivas

Esta é uma orquídea que foi adquirida em 2010, através de uma compra a uma orquidófila de Rio Largo-AL.
Mais uma das minhas orquídeas colecionáveis completou 10 floradas consecutivas no período compreendido entre setembro de 2011 e dezembro de 2018, conforme ilustrado no gráfico abaixo. O Epidendrum nocturnum é uma orquídeea incrível, de pseudobulbos apaixonantes e essas flores que brotam por diversas vezes (inclusive num mesmo pseudobulbo), sucessivamente no decorrer dos anos. Pode ser encontrada na forma epífita, rupícola ou terrestre; a minha está sendo cultivada de maneira epífita e já passou por diversos tipos de vasos, dentre eles o cachepot e o vaso de argila.
Como se pode ver, a quantidade de flores vem oscilando e atingiu o auge entre fins de 2013 e início de 2014, com 19 flores. Depois houve um decréscimo, muito por conta das mudanças climáticas e também por causa de pontuais mudanças de vaso e substrato, bem como retirada de cortes. Em todo esse período ela produziu cápsula de sementes em apenas um momento, que foi na sua primeira floração.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Denphal alba - flores 2017 e 2018

A última vez que eu havia postado aqui no site sobre este Dendrobium phalaenopsis (Denphal) foi apenas em 2015.
Estas fotos ora postadas abrangem a produção de flores em 2017 e em 2018, mas o auge de flores foi no ano passado (no período entre março e setembro de 2018), com quase 100 flores produzidas, 5 pseudobulbos e mais de uma dezena de hastes florais.
Haste; e uma flor em seu verso...!

terça-feira, 30 de abril de 2019

52 - Orquídea: Cattleya skinneri var. alba

"Trata-se de um gênero de plantas epífitas e crescimento simpodial, com habitat nas florestas tropicais da América Central e norte da América do Sul".
"O nome desta espécie é uma homenagem a George Ure Skinner, comerciante inglês radicado na Guatemala, que coletava e enviava plantas para a Europa".
"É uma planta originária do México, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Guatemala. Pode ser encontrada vegetando de forma epífita, fixada em grandes árvores de florestas úmidas, ou então de forma rupícola, fixada em falésias de granito, sempre em altitudes que variam de 500 m a 1500 m".
"Planta de porte médio com rizoma robusto e raízes velamentosas. Possui pseudobulbos bifoliados e em forma de cana, medindo até 30 cm de comprimento e com base estreita. No ápice suportam duas folhas grossas e elípticas".
"As inflorescências são racemosas e generosas. Hastes com aproximadamente 15 cm de comprimento, suportando até 15 flores belíssimas e suavemente perfumadas, que chegam a 9 cm de diâmetro. Quanto às cores, existem diversas variedades. A flor 'tipo' é de cor predominantemente rosa, com labelo em forma de corneta e de tonalidade um pouco mais escura que as pétalas e sépalas, e com um anel branco no meio. Porém, dependendo da tonalidade do rosa, ela pode ser classificada como: suave, suavíssima ou rósea; ou ainda quanto à cor, pode ser: alba, albescens, albo-oculata e coerulea, entre outras".
"Floresce no inverno e sua floração dura em torno de 20 dias".
"Pode ser cultivada fixada em casca ou tronco de árvores, ou então em vaso plástico ou caixeta de madeira, utilizando substrato confeccionado com partes iguais de casca de pinus, carvão vegetal e pedra brita. Não deixe as raízes encharcadas. Esta planta gosta e precisa de bastante umidade, mas sempre com boa drenagem da água. Suporta temperaturas entre 10 a 35 graus e aprecia sombreamento em torno de 50%. Proteja esta planta do frio intenso, nos dias mais rigorosos do inverno[1]".

Sinônimo: Guarianthe skinneri var. alba.

Observação endógena: esta é mais uma daquelas orquídeas que me fizeram testar a paciência e redobrar a atenção no cultivo, pois foram cerca de 5 anos de espera (desde a sua aquisição, quando já era adulta, até esta primeira florada, que ocorreu em fins do ano passado). No entanto, após sua floração constatei que toda a espera e todo o cuidado dispensado valeram a pena, já que se trata de uma orquídea incrível. Está em vaso de argila, forrado com argila expandida e substrato misto de casca de pinus, esfagno e carvão mineral.
[i] Disponível em: https://orquideasjph.wordpress.com/2016/11/16/guarianthe-skinneri/ Acesso mar. 2019.)

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