ORQUÍDEAS * BROMÉLIAS: Taxonomia
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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Raízes: a sustentação de uma Orquídea

(...)
Resta para si o Sol
Resta o Sal que vem da Terra
Raízes Sustentam, "Sugam"
Realçam duas funções
Rijas encontram-se no Chão
Rentes ao Tronco andam
Rebatem-se com a Monção
(...)

De acordo com o site “orquideas.eco.br” as raízes possuem importantes funções para as orquídeas. Em seu artigo “Morfologia: as raízes das orquídeas”, podemos obter determinados conhecimentos sobre esta temática.
Podemos sintetizar, a partir do artigo lido, que as raízes das orquídeas saem geralmente da base das plantas e que, ocasionalmente geram ramificações. O principal tecido que as compõem é o velame[1], responsável pela absorção de água ou de partículas da umidade.
A forma de uma raiz de orquídea vai depender da sua especialidade, se se trata de uma planta epífita (bem desenvolvidas, robustas, cilíndricas ou achatadas), terrestre (geralmente na forma de tubérculos) ou rupícola (mais finas e curtas).
Além de serem as principais responsáveis pela fixação da orquídea (seja no solo, em árvores ou em rochas, por exemplo), as raízes também são responsáveis pela absorção e acumulação de água e nutrientes que servirão para o desenvolvimento da planta, além de realizarem, em determinados casos, o processo de fotossíntese no caso de as folhas estarem comprometidas, seja por situações impróprias no ambiente ou por necessidades específicas da orquídea.
Raízes de orquídeas jovens Epidendrum secundum.
Epidendrum secundum ainda fixado na haste floral.
Raízes de Cattleya labiata.
Raízes de Catasetum macrocarpum.
Raízes de Encyclia oncidioides.
Raízes de Cattleya nobilior.

Raízes de Prosthechea fragrans.


[1] Estrutura com aberturas microscópicas que abrigam os fungos conhecidos como micorriza, os quais ajudam na sintetização da matéria orgânica que alimenta as orquídeas epífitas (especialmente quando no desenvolvimento de uma nova orquídea, gerada por meio de sementes).

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Taxonomia: família das Orquídeas

Comecei timidamente, pesquisando sobre este assunto, mas apenas me iniciei nesta pesquisa! O tema é  muito interessante e importante, mas é amplo, envolve história, ciência etc. No final, achei textos menos extensos e mais diretos, tentei resumi-los e vos apresento, logo abaixo:
“Taxonomia é a ciência da identificação (...). Muitos não a veem como uma ciência de primeira classe, pois entendem ser muito fácil nomear os seres vivos. [Mas], identificar não é simples. Ao contrário, é somar conhecimento, é realizar primeiro uma profunda análise para, depois, efetuar a síntese desse conhecimento e chegar a um ‘simples’ nome (...)”.
Gravura disponível em: profjabiorritmo.blogspot.com

“Fala-se muito hoje em taxonomia moderna, mas isto não existe. A taxonomia é uma ciência una, porém, que progride com o uso continuado e cuidadoso de ferramentas (...). A diferença entre a taxonomia de ontem e a de hoje está apenas nas ferramentas empregadas, que evoluíram bastante e permitiram conhecer melhor a atuação dos genes nos espécimes através do uso da microscopia eletrônica de varredura e da informação gerada por outros campos da ciência como, por exemplo, da ecologia, citologia, genética, bioquímica, biologia molecular, matemática etc. (...)”. 

“Contudo, mesmo aos trancos e barrancos, a taxonomia vai continuar porque é absolutamente necessária e imprescindível (...), afinal, o que importa é que sem a taxonomia não se pode saber quais espécies viveram ontem, vivem hoje e terão possibilidade de continuar vivendo amanhã numa determinada área (...)[1]”.

“(...) as principais categorias sistemáticas[2], em sucessão ascendente, são as seguintes: espécie (species), gênero (genus), família (familia), ordem (ordo), classe (classis), divisão (divisio) e reino (regnum). Categorias intermediárias podem ser necessárias. Recebem, então, nomes resultantes da anteposição do prefixo sub à categoria objeto de divisão (subfamília, subgênero etc.), ou se lhes aplicam designações particulares (tribo, seção, variedade, por exemplo)[3]”. 

TAXONOMIA DA FAMÍLIA ORCHIDACEAE
“(...) as orquídeas são perenes ou anuais e podem ser terrestres, epífitas, rupícolas, trepadeiras, saprófitas e mesmo subterrâneas. Suas folhas são alternadas, raramente opostas. Normalmente na base apresentam bainhas com veias paralelas. Frequentemente apresentam estruturas de reservas nutritivas, sejam raízes espessadas, tubérculos ou seja o caule modificado em bulbos. Flores são zigomórficas e bissexuadas, raramente unissexuadas (...)”.

“A família das orquídeas, como praticamente todos os outros seres vivos, está subdividida em diversos grupos progressivamente menores e afins, os principais pela ordem são: subfamília, tribo, subtribo, gênero e espécie. Entretanto em alguns casos nem todas essas subdivisões são necessárias, e em outros há mais divisões tais como a divisão de subgêneros em seções, subseções, séries e subséries ou alliances, e de espécies em subespécies, formas e variedades (...)”.

BREVE HISTÓRIA 
“Em 1753, Lineu lançou sua segunda edição de Species Plantarum, onde havia 8 gêneros de orquídeas, que entretanto não se constituíam em uma família à parte. Todas as espécies epífitas pertenciam ao gênero Epidendrum. Em 1789, Antoine Laurent de Jussieu publicou seu Genera Plantarum, onde dividiu os vegetais em 3 grupos: Acotiledôneas, Monocotiledôneas e Dicotiledôneas. Criou a família Orchideae. Por volta de 1800, Olof Peter Swartz, primeiro botânico especializado em orquídeas, dividiu-as em monandras e diandras. John Lindley, considerado o pai da classificação moderna de orquídeas, descreveu cerca de 2.000 espécies, publicadas em Genera and Species of Orchidaceous Plants, entre 1830 e 1840. Além disso dividiu os grupos de monandras e diandras em 7 tribos. Em 1858, Heinrich Gustav Reichenbach publicou nova classificação das orquídeas em Xenia Orchidaceae, entretanto a mesma nunca chegou a ser adotada pelos botânicos. Em 1926, Friedrich Richard Rudolf Schlechter elaborou uma reclassificação geral dividindo a família das orquídeas em 2 subfamílias: Cypripedioideae e Orchidoideae. Esta classificação foi muito utilizada e ainda hoje é possível encontrar algumas referências a ela. Um dos sistemas mais modernos, ainda amplamente utilizado, é o de Robert Louis Dressler, originalmente publicado em 1982, revisado em 1994, entretanto o mesmo já não atende as necessidades de classificação reveladas pelos exames de DNA das plantas”.

“Em 1995 Dariusz Szlachetko publicou uma nova proposta de divisão onde excluiu de Orchidacea as Famílias Apostasiacea e Cypripediacea, dividindo então Orchidacea em 8 subfamílias, privilegiando grupos morfológicos homogêneos. Desde a década de 60 discutia-se a conveniência de classificar as espécies segundo suas características evolucionárias, ou seja, filogenéticas, no entanto as pesquisas neste sentido sempre avançaram lentamente (...). Com a vulgarização das análises de DNA nos últimos anos, esse modelo recebeu enorme impulso e hoje parece ser bastante aceito, ou pelo menos considerado uma ferramenta adicional à observação de sua morfologia. Entre 1999 e 2008, Alec M. Pridgeon, Cribb, Mark Wayne Chase e Rasmussen lançaram os 4 primeiros volumes do Genera Orchidacearum, coleção que (...) pretende constituir-se em nova proposta de classificação para a família das orquídeas. Quase que exclusivamente baseada em critérios filogenéticos, algumas vezes em detrimento dos caracteres morfológicos, que servem mais para embasar suas conclusões, e em alguns casos são adaptados a ela (...)”.

A FAMÍLIA ORCHIDACEA SE DIVIDE EM 5 SUBFAMÍLIAS: 
· Apostasioideae Reichenbach: “plantas com pólen pastoso ou farinoso, que geralmente não formam polínias, com 2 ou 3 anteras férteis linear-lanceoladas, folhas de bases embainhadas, estaminóde alongado e labelo similar às pétalas”.
· Cypripedioideae Lindley: "plantas com pólen pastoso ou farinhento, que geralmente não formam polínias, com 2 anteras férteis oblongas ou ovais, folhas de bases embainhadas, estaminóde em formato de escudo e labelo geralmente saquiforme”.
· Vanilloideae Szlachetko:“plantas com pólen pastoso ou farinhento, que geralmente não formam polínias, com 1 antera fértil incumbente e folhas sem bases embainhadas”.
· Orchidoideae: “plantas com pólen coeso formando polínias, 1 antera fértil ereta ou tombada para trás e folhas enroladas claramente plicadas, raízes frequentemente carnosas”.
· Epidendroideae Lindley: “plantas com pólen coeso formando polínias, com antera incumbente, ou tombada para trás, mas então com folhas claramente plicadas e raízes raramente carnosas”.

ALGUMAS CURIOSIDADES TAXONÔMICAS BRASILEIRAS 
“A primeira orquídea brasileira a ser descrita, o Epidendrum vanilla, hoje Vanilla mexicana o foi em 1753 por Carl von Linné, depois foram descritas três ao mesmo tempo, em 1759: Epidendrum caudatum (hoje Brassia caudata), Epidendrum ciliare e Epidendrum punctatum (hoje Cyrtopodium punctatum)”.

“(...) o primeiro caso com espécie coletada no Brasil aconteceu em 1822 quando Conrad Loddiges descreveu a Gomesa planifolia utilizando o nome Gomesa recurva, já utilizado em 1815 por Robert Brown. Até 1799, 86 nomes de espécies de orquídeas que existem no Brasil haviam sido publicados, mas na realidade nenhuma delas foi de fato descrita para o Brasil, todas eram espécies provenientes de coletas em outros países da América, mas que futuramente foram encontradas também aqui. Dentre estas 86 descrições, 16 são hoje consideradas sinônimos. Em 1799 Swarts, descreveu a primeira orquídea existente exclusivamente no Brasil: Cymbidium pedicellatum (Zygopetalum pedicellatum), que então podemos considerar de fato a primeira orquídea brasileira a ser validamente descrita. Naturalmente, muitas plantas brasileiras já se encontravam em herbários no exterior, Guido Pabst aponta o fato de haver encontrado um Trigonidium brasileiro cuja coleta data de 1634, em um herbário da Dinamarca, porém essa planta só viria a ser descrita por John Lindley em 1838”.

MUDANÇAS NOS NOMES DAS ESPÉCIES 
“Desde que a primeira orquídea foi descrita, iniciou-se um problema até hoje sem solução: as mudanças de nomes. Os nomes das espécies mudam por diversas razões”.

“O nome original que uma espécie recebeu quando foi publicada pela primeira vez é chamado basônimo - o nome que é escolhido pelo autor na data de sua descrição. Como sabemos, os nomes dos gêneros mudam o tempo todo, mas os basônimos são sempre os mesmos (...). Algumas vezes o nome atualmente aceito da espécie é o próprio basônimo, como por exemplo no caso do Epidendrum nocturnum, que foi publicado originalmente por Jacquin já com este nome. Em outros casos o basonimo é diferente, como por exemplo a Brassavola nodosa, cujo basônimo é Epidendrum nodosum, nome originalmente escolhido por Linné na data de sua publicação; nunca mudará”.

“Cada basônimo encontra-se associado a um tipo. Chamamos tipo a um exemplar da planta incluído na publicação original. Ao longo dos anos as regras que definem o que seria esse exemplar mudaram (...). As regras para descrever plantas também foram mudando e ficando mais exigentes quanto à quantidade de informações necessárias. Uma das principais razões para isso é que os tipos de muitas das descrições originais não são suficientes para identificar a espécie a que ela se refere (...). Todas os nomes e descrições de orquídeas hoje considerados válidos, sejam eles aceitos ou não, são posteriores a 1753, data em que Linné lançou sua segunda edição de Species Plantarum (...)”.

“Como se sabe, as espécies não respeitam fronteiras e podem ocorrer em 2 ou mais países ao mesmo tempo. Deste modo, era frequente que, sem saber que um botânico europeu, ou de algum país vizinho, já tivesse descrito uma espécie, um estudioso local publicasse novamente a mesma espécie com um outro nome. Quando descobertos os enganos, a segunda espécie a ser descrita torna-se um sinônimo da primeira. Este tipo de sinônimo não é um sinônimo homotípico, e sim um sinônimo heterotípico (...)[4]”.

Observação endógena: não me recordo se já "falei" aqui no blog que a minha primeira orquídea foi um Catasetum macrocarpum (adquirido em 2002 e que ainda hoje está comigo). À princípio eu pouco sabia sobre o cultivo de orquídeas, mas ainda naquele ano (2002) tentei rabiscá-la numa folha de papel; o desenho sempre esteve bem guardado e pude fazer umas fotos dele, recentemente...

 
 


[1] BICUDO, Carlos E. de M. Taxonomia. Disponível em: <http://www.biotaneotropica.org.br/v4n1/pt/editorial> Acesso em fev. de 2014.
[2] “Divisão: dentro da seriação fitológica, representa a categoria que fica logo abaixo do Reino, sendo formada por um conjunto de Classes, embora em determinadas situações haja necessidade de incluir, categorias intermediárias - Subdivisões. Em regra, são tomados para sua constituição caracteres gerais relacionados com estruturas reprodutivas, morfológicas ou anatômicas (...)”.
“Classe: categoria hierarquicamente inferior à Divisão, sendo constituída por um conjunto de Ordens, ainda que possa dividir-se em subclasses, se necessário (...)”.
Ordem: categoria formada por um conjunto de Famílias, embora possa dividir-se em Subordens. As Ordens costumam ser estabelecidas com base em particularidades mais definidas (relacionadas com caracteres filogenéticos) do que aquelas usadas para a estruturação das Divisões e das Classes. Os nomes aplicados aos grupos pertencentes a esta categoria terminam em ales, quando formados à custa do radical de um nome de Família. Em alguns casos, tais nomes são irregularmente formados (Contortae, Príncipes). Para os grupos equivalentes a Subordens a terminação adotada é ineae”.
“Família: constituída em geral por mais de um gênero, é uma categoria comumente tratada com maior interesse nos textos de botânica sistemática. Sua descrição é feita com extensão bastante abrangente, de modo a contemplar características dos gêneros quase sempre numerosos nelas incluídos (...). Quando se está interessado em identificar um material botânico desconhecido, comumente procura-se, em primeiro lugar, conhecer a família a que pertence (...). Os nomes das Famílias são formados pelo radical do nome de um dos seus gêneros, acrescido da terminação aceae. Algumas exceções são expressamente consignadas (...). As Famílias podem também comportar divisões em Subfamílias, estas tendo seus nomes terminados em oideae. Em alguns casos, desdobram-se em Tribos ou estas podem resultar da divisão de Subfamílias. Se necessário, as Tribos subdividem-se em subtribos, recebendo as terminações respectivas de eae e inae".
“Gênero: categoria formada pela reunião de espécies semelhantes, cujo relacionamento não se baseia somente em caracteres morfológicos, mas também em particularidade de outra natureza, tais como as ligadas à origem, às migrações, ao comportamento genético, fisiológico e ecológico. Em função do número de espécies, torna-se necessário, em alguns gêneros, considerar subdivisões, estas podendo compreender: Subgênero, Secção, Subsecção, Série, Subsérie. Às vezes, a subdivisão se dá em nível de Seção, sem ser considerado Subgênero”. (PORTAL EDUCAÇÃO).
[4] Disponível em: <pt.wikipedia.org/wiki/Taxonomia_da_família_Orchidaceae> Acesso em fev. De 2014.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

"Morfologia das Cattleyas unifoliadas"

Encontrei uma matéria muito importante e interessante, no Terra Orquídeas e por isso, gostaria de reproduzi-la aqui no Orquídeas-Bromélias.
Trata-se de um tema explicando sobre a morfologia das Cattleyas unifoliadas, mas acredito que muitos dos conceitos explicados, podem se aplicar a outros gêneros e outras espécies, observando-se cada especificidade.
Está dito na matéria, do site indicado:
“(...) para entendermos melhor este estudo, iniciaremos separando as plantas do gênero Cattleya em 2 grupos, de acordo com a quantidade e formação das folhas”: 
“Unifoliadas: apresentam apenas 1 folha no ápice de cada pseudobulbo, excepcionalmente, podem apresentar duas folhas. Um exemplo é a Cattleya lueddemanniana”. 
“Bifoliadas: apresentam 2 folhas no ápice de cada pseudobulbo, excepcionalmente podem apresentar 1 ou 3 folhas. Um exemplo é a Cattleya amethystoglossa”.
“Nesta matéria, adotaremos como exemplo as plantas do gênero Cattleya, pertencentes ao grupo das unifoliadas, e que para uma maior compreensão, dividimos em 3 partes: partes vegetativas, peças florais e órgãos sexuais”.



Partes vegetativas deste grupo de plantas:
“Rizoma: caule rastejante e de crescimento horizontal, de onde emergem os novos pseudobulbos e brotam as raízes”.
“Gema: broto que, inicialmente em dormência, tem forma de olho, está situado na extremidade do rizoma e, oportunamente virará um novo pseudobulbo”.
“Pseudobulbos: caule aéreo, preenchido por parênquima aquífero, que por sua vez tem a função de armazenar água e atuar na síntese de carboidratos. Atua também no transporte de água e nutrientes entre raízes e folhas, assim como suporte para as mesmas”.
“Folhas: são órgãos especializados na captação de luz e nas trocas gasosas com a atmosfera, sendo peça fundamental para a fotossíntese, respiração e absorção de nutrientes”.
“Bainha: atua na formação e proteção dos novos pseudobulbos, até que os mesmos estejam totalmente maduros. Após este tempo de maturação do pseudobulbo, as bainhas secam, e vão aos poucos, em uma fase mais avançada de deteriorização, se soltando”.
“Internó: divisão dos gomos dos pseudobulbos, sempre bem demarcados pelo encontro da formação de duas bainhas”.
“Raiz: serve como meio de fixação no substrato ou qualquer outro tipo de superfície, porém sua principal função e a absorção de água e nutrientes”.

Peças florais e suas principais funções na estruturação da flor:
 

"Espata: bráctea que tem a função de proteger os botões florais em formação e que no seu interior as envolve total ou parcialmente, até que a mesma esteja em condições de ser rompida”.
“Haste: guia de sustentação das inflorescências”.
Pedúnculo: parte da haste que sustenta uma única flor ou fruto”.
“Inflorescência: modo do desenvolvimento e arranjo das flores em uma mesma haste floral”.
“Pétalas: estruturas membranáceas, amplas, coloridas e que possuem função de atrair insetos polinizadores”.
“Labelo: pétala dorsal que, por uma torção de 180º no botão floral, acaba posicionando na posição ventral, embora não ocorra em algumas plantas. Importante na polinização natural das flores, justamente por ter, em sua maioria, forma e colorido bem diferentes das outras peças florais. Neste grupo de plantas, o labelo é dividido em 3 lóbulos, 2 laterais, que recobrem a coluna e formam o tubo, e 1 lóbulo medial ou frontal, parte conhecida apenas como labelo”.
“Sépalas: peças externas do botão floral, normalmente menores e mais consistentes que as pétalas, possuem função de proteger o botão floral. São divididas em sépala dorsal ou superior, situada no meio das duas pétalas e sépalas laterais ou inferiores, situadas abaixo das duas pétalas”.



Aparelho sexual:
 
“Estame: órgão sexual masculino”.
“Clinândrio: prolongamento da coluna na sua parte masculina, bem na parte frontal desta, cuja função é fixar a capa da antera ao ápice da coluna. Algumas vezes sua morfologia permite distinguir espécies”.
“Antera: parte do estame em forma de saco, onde se desenvolvem as políneas”.
“Polínea: massa cerosa, constituída por grãos de pólen e uma substância viscosa e transparente. Esta substância viscosa faz com que as políneas saiam grudadas nos insetos polinizadores, ocasionando algumas vezes a polinização natural”.
“Pistilo: órgão sexual feminino, formado pelo ovário, estilete e estigma”.
“Ovário: parte dilatada do pedúnculo onde se formam os óvulos”.
“Estigma: abertura na parte superior do pistilo, recoberta de substância pegajosa e transparente, e que atua na fixação das políneas”.
“Coluna: órgão da flor, formado pelo pistilo e estame reunidos”.
Fruto: cápsula formada após a polinização de uma flor, onde as sementes ficarão protegidas até sua maturação[1]”.

[1] Portanto, esta matéria (na íntegra, mas com alguns cortes) foi extraída de: http://www.orquideasterra.com.br/?dicas,12 Acesso em dez. de 2013.

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