segunda-feira, 30 de abril de 2012

180 - Orquídea: Trichocentrum caatingaense

“Trichocentrum caatingaense foi descrita recentemente como parte de um complexo de espécies (Cetzal Ix et al. 2012), era conhecida anteriormente como Trichocentrum cebolleta (Jacq.) M.W. Chase & N.H. Williams. É uma espécie epífita, que apresenta folhas cilíndricas e flores de coloração amarelada, caracterizada por apresentar o labelo pentalobado (...)”.

“Espécie endêmica do Brasil, conhecida para as regiões Norte (TO), Nordeste (AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI) e Sudeste (MG) (Cetzal Ix et al. 2012). Na Bahia foi citada para a Chapada Diamantina para os municípios de Morro do Chapéu (Bastos & van den Berg 2012a), Palmeiras, Rio de Contas e Rio do Pires (Toscano de Brito & Cribb 2005)”.

Observação endógena: aparentemente é semelhante a uma Brassavola perrini (se julgada pelas “folhas” roliças e alongadas), pseudobulbos e folhas, porém em tamanho bem maior, assim como detinha resto de uma cápsula de sementes na última haste floral (inclusive este resto de haste floral levou-nos crer que não se tratava apenas de uma Brassavola perrini bem desenvolvida (evolution!). Essas duas características nunca nós observamos na “comparada”. O maior, destes “tentáculos” chegava a 42 cm comprimento; +/- 1,8 cm de diâmetro e +/-1,9 cm no pseudobulbo.
Após a sua floração, em cujas fotos, pudemos identificá-la com precisão. Trata-se de um belíssimo e surpreendente Trichocentrum caatingaense.
Porém, mais uma observação eu acrescento: os 2 exemplares que havia adquirido acabaram escapando das minhas mãos, por causa de umas permutas "maravilhosas" que eu fiz. Logo, fiquei sem nenhum e nada de conseguir outra, aí ficou difícil. Recorri a mais uma permuta, desta feita de forma inversa: eu recebi uma muda de Trichocentrum caatingaense, nada mais nada menos que vinda de Rondônia. Foi mais uma bela permuta!

 
 
 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

10 - Orquídea: Schomburgkia rosea

"Em Alagoas, conhecido seu habitat, (região de Palmeira dos Índios, preferencialmente divisa com Pernambuco), se não já extinta, disto se aproxima, porquanto - ao que tudo indica - não é planta dispersa em outras áreas do nosso Estado" (PEREIRA, Luis de Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. – Maceió: IMA-AL, 2000, p. 275).

Observação endógena 1: a respeito da localização onde se encontra a orquídea supracitada, gostaria de enfatizar a região serrana de Palmeira dos Índios - AL, especificamente no povoado Sítio Novo. Lá, existem umas casas isoladas na beira da estrada velha de terra. Pois bem, em frente à antiga casa que eu morava com minha família existia uma bela mata, com árvores centenárias e excelentes para o abrigo dos animais, típicos da nossa região, tais como: cobras, tatus, pebas, teiús, raposas, saguins, guarás, gambás e casacos e até jacarés nas grandes barragens vizinhas, dentre outros; além de uma infinidade de aves, tais como: anus, rolinhas, juritis, codornas, bem-te-vis, canários, galos de campina, pintassilgos, pássaros pretos, cabeças pretas e caboclinhos etc. Com o passar dos tempos a mata mudou de dono, ou melhor, parte dela caiu nas mãos de um homem que praticamente implorava aos moradores para que eles derrubassem árvores e tirassem as madeiras, para consequentemente, transformar aquela parte de terra em pastagens para o gado.
Antes disso, na primavera, as árvores, na maioria ficavam cobertas de cor violeta, eu imaginava que fossem os ipês, mas lá sequer tem desta tonalidade, só depois constatei que eram grandes touçeiras desta incrível orquídea, que coloriam aquela paisagem.
Então o tal devastador conseguiu, aos poucos, destruir sua parte de mata; era horrível ver todos aqueles gêneros de orquídeas e bromélias inertes sobre o chão, ferozmente arrancadas dos graúdos troncos que lhe serviam. Aquelas pobres inquilinas, maioria delas, ficava totalmente suscetível ao calor forte e a destruição; inúmeras morriam em algumas semanas.
A outra parte da mata ainda é preservada. Até quando estará a salvo?
Finalizando deixo claro meu protesto de indignação contra aquele terrível desmatamento que as autoridades tomaram conhecimento e se fingiram à parte em nome da hipocrisia e da corrupção, inerentes a eles. Principalmente nesta área devastada a incidência de Schomburgkia rosea era bastante forte, os grandes aglomerados delas, decepados dos troncos abrangiam áreas de cerca de 1 m quadrado ou mais.

Observação endógena 2: na floração de 2011, composta por duas extensas hastes florais, uma delas atingiu a marca de 1,42 m de comprimento/altura; porém, um total de apenas 8 belíssimas flores.






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