ORQUÍDEAS * BROMÉLIAS: Nativas do Brasil
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terça-feira, 15 de julho de 2025

Gravatá-Águia (Aechmea aquilega)


"O Gravata-Águia, conhecida cientificamente como Aechmea aquilega, é uma espécie de bromélia que se destaca por suas folhas formarem reservatórios de água essenciais para a reprodução de anfíbios e larvas de insetos, além de fornecer abrigo para pequenos invertebrados. Essa planta também serve de alimento e refúgio de aves, contribuindo para a biodiversidade local".

"A inflorescência tem uma estrutura alta e ramificada, de comprimento considerável. As flores são pequenas, mas envoltas por brácteas vistosas, que podem ser amarelas, alaranjadas ou vermelhas, dependendo da variedade e da exposição ao sol. As flores em si são geralmente roxas ou azuis, contrastando com as brácteas coloridas e duram alguns meses. Após a floração, a planta produz pequenos frutos em forma de bagas elípticas, que contém sementes minúsculas".

"A Aechmea aquilega é nativa do Brasil, em ocorrência em Estados como Alagoas, Bahia, Espírito Santos dentre outros, em áreas remanescentes ou preservadas de Mata Atlântica, floresta ombrófila pluvial e restinga. Em algumas regiões, a espécie é classificada como em perigo de extinção conforme a Lista Vermelha da Flora Brasileira".

"Embora seja considerada uma planta daninha em algumas regiões, os escapos florais jovens são comestíveis e podem ser utilizados em preparações culinárias como bolinhos fritos ou como condimentos" [1].

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terça-feira, 16 de abril de 2024

435 - Orquídea: Aspasia silvana

“Este gênero de orquídeas foi descrito em 1832 pelo botânico inglês John Lindley (1799-1865), provavelmente o mais renomado de todos os orquidófilos. Ele descreveu centenas de gêneros e espécies, publicou muitos artigos e livros científicos, participou da revista Gardner's Chronicle, e em 1857 foi agraciado com a Medalha Real, homenagem da Real Sociedade de Londres para pessoas com importantes contribuições para o avanço do conhecimento da Natureza".

"O nome deste gênero, Aspasia, é uma homenagem a Aspasia de Mileto, a mulher mais famosa da antiga Atenas e amante de Péricles, o grande líder ateniense, com o qual ela teve um filho".[i] 

"A planta tem aproximadamente 25 cm, sendo uma espécie, cuja origem é a América do Sul. Aprecia clima quente e úmido; é planta epífita (...)". Prefere iluminação mediana, recebendo luz de forma indireta e floresce na primavera. Suas flores têm aproximadamente 7 cm".[ii]

"Espécie nativa e endêmica do Brasil, distribuída no Nordeste (Bahia) e Sudeste (Espírito Santo), Aspasia silvana indicou afinidade com Aspasia lunata, principalmente devido ao alongamento na base da coluna na porção adnata ao labelo, e pelas sépalas e pétalas estreitas que as ambas possuem. No entanto, elas se diferenciam pelo porte maior de Aspasia silvana, pelas cores, forma de labelo e distribuição geográfica de ambas espécies”.[iii]

Observação: esta foi a primeira floração desta incrível espécie de orquídea, aqui no meu cultivo. Eu já tinha a Aspasia lunata e a Aspasia variegata, mas me surpreendeu o tamanho destas flores, bem como a beleza e os detalhes do seu labelo. Veja mais foto abaixo e também um pequeno vídeo.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

455 - Orquídea: Cyrtopodium holstii

"Cyrtopodium holstii é uma espécie de orquídea terrestre e/ou rupícola que ocorre apenas no Brasil. Vegeta em terrenos bem drenados, em solos arenosos ou pedregosos, ou diretamente sobre rochas, em vegetação de restinga, caatinga, floresta estacional decidual a afloramentos rochosos. Floresce durante a estação seca, apresentando folhas poucos desenvolvidas e/ou em desenvolvimento, durante a fase que antecede a abertura das flores (antese)".

"Cyrtopodium holstii é similar a outras espécies terrícolas/rupícolas com pseudobulbos longos, fusiformes, epígeos e flores maculadas como Cyrtopodium graniticumCyrtopodium macrobulbon e Cyrtopodium paniculatum (que não ocorrem no Brasil) e são necessários estudos adicionais a fim de estabelecer a identidade exata de cada uma dessas espécies e as relações entre elas. Cyrtopodium holstii também é similar às espécies epífitas, tanto na morfologia vegetativa como floral, particularmente em relação ao Cyrtopodium gigas e Cyrtopodium saintlegerianum, mas diferencia-se pelo substrato terrícola/rupícola (versus epífita)"[i].

Observação endógena: esta orquídea terrestre foi um presente que ganhei de um amigo orquidófilo de Maceió/AL. Tratava-se de apenas um pseudobulbo, que prontamente iniciou a formação de novos brotos e, mais tarde, a primeira produção de flores. Desde que comecei a cultivá-la está em vaso em vaso de plástico, numa mistura de terra com material orgânico.


[i] Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cyrtopodium_holstii Acesso jan. de 2024.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

416 - Orquídea: Cattleya praestans

“A Cattleya praestans é uma planta de pequeno porte, de pseudobulbos alongados e com uma única folha apical, oblongo lanceolada e algo coriácea. As suas inflorescências podem ter uma a duas flores, de tamanho considerável, comparativamente com o porte da planta”.

“É uma espécie nativa dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, no Brasil, onde vegeta como planta epífita, em florestas cujas altitudes podem oscilar entre os 700 e os 900 m”[i].

Observação endógena: Esta é uma orquídea cattleya que foi comprada por acaso (mesmo sem querer), enfim, um erro grosseiro do orquidário no qual eu a comprei... Isto porque o objetivo era adquirir uma Hadrolaelia jongheana (planta que eu já tive e perdi), mas ao esperar a floração veio a constatação de que, na verdade, se tratava de uma Cattleya praestans. Solicito, se alguém tiver uma Hadrolaelia jongheana disponível para venda ou troca, favor me contactar! Agradeço desde já!

 

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Catasetum uncatum - flores 2021

Hoje trago mais algumas belas hastes florais deste Catasetum de flores esverdeadas, extremamente perfumadas e de grande abundância.
Trata-se de uma espécie genuinamente nordestina, especificamente associada ao estado de Pernambuco e que não ocorre em outros países, por isso, endêmica do Brasil.
Por aqui ela tem florescido abundantemente, todos os anos, em diversas hastes florais (às vezes partindo de um mesmo pseudobulbo, ou em mais de um deles).
A maioria das floras que ocorre são de flores masculinas e no histórico de cultivo, floriu apenas uma vez em flores masculinas e femininas, quase que em simultâneo.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

378 - Orquídea: Miltonia flavescens

Nome técnico: Miltonia flavescens;
Nome popular: orquídea amor-perfeito;
Origem: nativa do Brasil, encontrada em vários estados, da Bahia e Pernambuco aos estados do sul do país e também na argentina.

"Planta herbácea perene, epífita de folhas finas coriáceas com altura em torno de 30 cm, formando grandes touceiras”. As flores são pequenas e perfumadas, de sépalas e pétalas na cor amarelo pálido e labelo branco de forma diferenciada com pontuações em púrpura. Reúnem-se em grande racemo muito ornamental, com a haste floral de 40 cm com cerca de 12 flores em cada, na primavera até o verão, dependendo das condições da região. A duração da floração é de até 20 dias”.
“É uma das orquídeas mais fáceis de cuidar. Tolera calor e vegeta bem em locais de clima mais úmido e de temperaturas mais baixas, numa amplitude de 5 a 35º C”.
“O local de cultivo pode ter boa luminosidade, se colocar em ripado, usar sombreamento de 50%, deixando espaço grande entre as plantas penduradas, pois forma grande touceira”.
“As regas devem ser frequentes nas estações de crescimento da planta e no verão, diminuindo no inverno. As adubações para esta orquídea devem ser balanceadas”.
“Quem usar adubo foliar deve ter cuidado na aplicação, evitando que o sol queime as folhas com gotas de água em cima. A propagação desta orquídea pode ser feita por divisão de touceira. A não ser que seja um produtor e vá comercializar, o interessante é deixar que se formem grandes touceiras, seu efeito ornamental será maior[i]

Observação endógena: esta é por enquanto, minha única orquídea do gênero Miltonia a florir, e isto não foi nada fácil. Foi preciso insistir um pouco, prova disso é que esta é a minha segunda planta. A primeira se desenvolveu muito bem e chegou a emitir hastes florais por diversas vezes, mas nunca chegava a produzir as flores. Até que em certa estação climática ela morreu. Fiquei algum tempo sem investir neste gênero (especificamente nesta espécie) até que resolvi comprar mais uma no início deste ano e olha que deu muito certo, além de vir a emitir raízes e novos pseudobulbos, também produziu essas primeiras belas flores. 

[i] Disponível em: <http://www.fazfacil.com.br/jardim/orquidea-miltonia-flavescens/> Acesso em jan. 2013.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Catasetum uncatum - flores 2019

Esta é uma daquelas orquídeas que, em boas condições de cultivo, floresce religiosamente todos os anos, especialmente no primeiro semestre (pelo menos aqui na nossa região). Em 2019, as flores ocorreram entre março e agosto, em pelo menos 3 hastes florais consecutivas de apenas um pseudobulbo, somando quase 80 flores (sendo todas elas flores masculinas). Geralmente são as condições climáticas que direcionam se as flores serão masculinas ou femininas, pode ainda ocorrer uma mesclagem de flores masculinas e flores femininas numa mesma haste, o que vai favorecer a produção de cápsulas de sementes.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Catasetum uncatum - flores 2018

A última vez que eu havia publicado sobre a floração deste Catasetum uncatum foi em 2016. E naquela ocasião, por conta das condições climáticas, ela floriu mais flores femininas do que masculinas (estas mostradas nesta postagem). O mais importante é que (independentemente do gênero de suas flores) elas são abundantes e perfeitamente cheirosas, o que atrai diversos tipos de insetos, principalmente algumas espécies de abelhas.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Catasetum uncatum - flores 2016

Este ano (de chuvas escassas no inverno e de verão tão quente), estações "arduamente" sentidas por humanos e pela vegetação também, com as orquídeas não foi diferente, apesar de reconhecer determinada falta de empenho (da minha parte) por não fazer regas abundantes e regulares, por mais que se tentasse, elas continuavam a sofrer, prova disso é que a maioria delas decaiu a produção de flores.
Este Catasetum uncatum, mesmo tendo produzido 62 flores, me pareceu pouco, haja vista a sua maior capacidade de produzir diversas hastes (com dezenas) de flores, sequencialmente. Por causa do calor (e isso eu percebi há algum tempo), predominaram as flores femininas, em detrimento das masculinas.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

82 - Orquídea: Catasetum Uncatum

Observação endógena: só para abrir esta postagem preciso dizer que este Catasetum uncatum floriu pela primeira vez, e foi uma longa florada iniciada em fev. e finalizada em set. de 2014; alternando entre as flores masculinas (maioria) e as flores femininas, elas somaram mais de 80 flores: muito belas, de um verde incrível e repletas de detalhes, além de um cheiro agradável!
Das 5 hastes florais produzidas tivemos flores masculinas em 3 momentos e flores femininas em 2 momentos, mas elas não foram simultâneas, quase sempre uma cedia lugar a outra, de modo que não houve a formação de cápsulas de sementes.
Saliento que fizemos uma postagem primeira sobre esta orquídea no site Orquídeas.eco.

Trata-se de uma “espécie [inicialmente] pernambucana com pseudobulbos fusiformes e alongados, com 25 cm de altura. Folhas compressas lateralmente, com espessura mediana e 25 cm de comprimento (...). Racimos florais masculinos, arqueados, com até 8 flores. Flor de 8 cm de diâmetro, com pétalas e sépalas verdes, densamente pintalgadas de púrpura. Labelo carnoso, de cor verde, com bordas púrpuras. Floresce no verão[i]”. 
“Espécie nativa e endêmica do Brasil (...), encontrada no que ainda resta de Mata Atlântica. Epífita de flores verdes de forte odor de cânfora, haste pendente de 25 a 60 cm de comprimento com flores esparsas (...); pseudobulbos curvados para baixo, apesar de relatos de plantas com pseudobulbos eretos (...). Como outros Catasetum deve ser cultivado com bastante luminosidade e evitar regar em época de dormência quando perde as folhas (...)[ii]”.
As primeiras 9 fotos são de flores masculinas e as demais, de flores femininas.
 
 
 
 
 
Até aqui, as flores masculinas e na sequência, as flores femininas.
 
 
 
 



[ii] Disponível em: http://www.assope.com.br/?p=1176 Acesso em abr. de 2014.

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