Galera, trazendo para vocês mais uma florada da orquídea terrestre (ou terrícola) Paphiopedilum leeanum; a última que eu tinha deixado aqui para vocês apreciarem foi em 2020 (de lá para cá ela teve outras floradas de menos expressividade).
Neste ano, porém, foram várias flores produzidas, mesmo ela estando há bastante tempo no mesmo vaso e nas mesmas condições de substrato (na época fiz uma mistura de terra preta com casca de pinus). Confesso que estou receoso para realizar o replante e ela não "gostar", mas isso está se tornando inevitável (vejam as fotos e o vídeo abaixo).
Esta é uma orquídea de hábitos terrestres, mas que tenho cultivado numa mistura de terra com substrato específico para epífitas. E isso tem dado certo, acho que o maior indicador é o aumento significativo na quantidade de flores produzidas (01 apenas na primeira floração do ano passado e 06 flores na atual floração de 2020). Confira abaixo belas fotos desta última produção de flores!
"Orquídea de crescimento monopodial, com tamanho de até 15 cm de folhas estreitas e flexíveis, com a nervura central bem marcada. As flores de 6 cm a 9 cm têm formato exótico, onde o labelo se assemelha a um queixo ou sapatinho (por isso o nome popular: sapatinho ou queixuda). As flores são solitárias em longa haste de até 15 cm e permanecem por longo tempo, por até mais de 20 dias".
"Floresce da primavera até o verão, dependendo da região onde está sendo cultivada. Um grande número de espécies é encontrado e faz grande sucesso em exposições e nas floriculturas. Necessitam de cultivo sob ripados com sombreamento em torno de 50% e toleram temperaturas desde os 10º aos 30º, logo podendo ser cultivada em todo o Brasil. O substrato de cultivo deve ser bem poroso. Apesar de terrestre, o solo mineral comum não deve ser usado, pois tende a compactar e impedir que as raízes cresçam e respirem. O ideal é forrar o vaso com pedrisco, brita ou argila expandida e preenchê-lo com uma mistura de casca de coco, pinus, carval mineral, esfagno ou musgo e um pouco de terra vegetal".
"Esta orquídea não possui pseudobulbos e caule, portanto, não é capaz de armazenar água e nutrientes, necessitando assim, que o substrato seja poroso e levemente úmido (não encharcado). Se cultivado dentro de casa e não num ripado, deve-se redobrar a atenção no que se refere a regas e a luminosidade".
"Por fim, é uma orquídea de fácil cultivo tem suas folhas muito atraentes (independentemente de estar ou não com flores), constituindo um belo adorno para cultivo em sacadas e ambientes internos com boa luminosidade"[i].
Observação endógena: esta orquídea foi fruto de mais uma daquelas trocas bem sucedidas com uma simpática orquidófila de Maceió/AL, a qual ocorreu em setembro de 2016. A haste floral se iniciou em meados de junho deste ano e em julho a bela flor já estava aberta, perdurando até mais ou menos a primeira semana de agosto.