ORQUÍDEAS * BROMÉLIAS: Artigo
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domingo, 10 de agosto de 2014

Orquideas.eco

Olá amigos e leitores do "Orquideas-Bromelias"!
Venho anunciar a minha colaboração no conceituado site sobre Orquídeas "Orquideas.eco.br".
Aceitei com muita satisfação o convite do seu titular, Luis Renato, que gentilmente me estendeu uma parceria que já rendeu 2 artigos publicados.
Obs. a parceria não é exatamente com o "Orquídeas-Bromélias", mas sim comigo.
O primeiro artigo lá publicado se chama "O primeiro encontro" e o texto que segue é "Quem sabe pouco é quem sabe mais..." Vamos ler?
Por fim, independentemente de termos estreitado esta parceria, convido a cada um de vocês a conhecer o "Orquídeas.eco", dada a sua qualidade e a maneira original com que apresenta fotos e informações sobre as orquídeas (as mais variadas).
 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Artigo: Vanda Manuvadee FCC: uma historieta que chegou ao meio

Vanda Manuvadee FCC
Uma espera que "chegou ao meio"

RESUMO
Este artigo procura apresentar uma história sobre o cultivo d’uma orquídea do gênero Vanda, as quais são extremamente caprichosas nas flores, mas demoram certo tempo até a primeira florada. Evidenciando, até o momento (“nos 3 primeiros anos de cultivo”) o crescimento constante da sua estrutura, com especial atenção para as suas raízes nuas.

PALAVRAS-CHAVE: orquídeas; vanda manuvadee FCC; desenvolvimento de orquídeas; raízes de vandas.

Adquiri uma Vanda manuvadde FCC de uma orquidófila de Rio Largo-AL, na ocasião, uma pequena muda, me custou R$ 25,00 e a partir daí eu tornei-me ciente que precisaria esperar e muito, o seu desenvolvimento até a primeira florada, quem sabe, um dia!
Uma das coisas incríveis que me encanta nas orquídeas é o fato de que elas seguem processos naturais, geralmente lentos e, que se tentamos acelerá-los poderemos comprometer o bom desenvolvimento e a vida longa da mesma; é verdade que cada orquídea tem características próprias no que diz respeito ao: nascimento, desenvolvimento e produção de flores. Mas, grosso modo, as orquídeas respeitam com naturalidade o decorrer do tempo, nós precisamos saber esperar e contribuir para o seu bom desenvolvimento, por isso, outras pessoas nos dizem que “cultivamos orquídeas”!
Em sendo essencialmente, uma Vanda, tenho continuadamente minha grande prova de que aprecio o acompanhar e o desenvolvimento das orquídeas; dia após dias eu provo a beleza e o sabor de ver o crescimento de novas folhas e de novas raízes...

As Vandas encantam por sua beleza peculiar. Originárias da Ásia, elas são plantas de crescimento monopodial e lento, e alcançam altos valores no mercado. É um curioso gênero de orquídeas que conta com muitos amantes e criadores no Brasil. Por ser criada com as raízes nuas, penduradas por arames, um vaso com brita e pouco substrato pode ser adaptado logo abaixo dela, fazendo com que as suas raízes toquem nele levemente. Costuma ter uma primeira floração só aos 6 anos e a partir desta idade, pode florir até 4 vezes no ano, se bem cuidada e se o inverno não for muito rigoroso. Em dias quentes, gosta de muita água e alta umidade ambiente, devendo ser borrifada de preferência com água mineral, frequentemente. No inverno, reduza a rega e os fertilizantes. Podem chegar a 2m de altura (<http://www.orquideana.com.br> Acesso em jan. 2010).

Este momento é mais ou menos a metade do tempo comum transcorrido em relação ao seu nascimento e a sua primeira florada, considerando que a recebi no dia 01 de setembro de 2010, logo daqui a alguns dias ela estará completando 3 anos sob os meus cuidados e sob minha espera expiatória! É verdade também que eu desconsiderei o tempo passado entre seu nascimento e o dia que eu a comprei, mas assim, eu “prolongo” um pouco mais o tempo natural da florada para que ela ocorra antes e eu me torne ainda mais feliz!
Além dessa espera por flores (e a que se considerar que ela poderá nunca ocorrer) eu também espero incansavelmente por novas mudas, o que parece depender de outro processo naturalmente orientado.

Suas mudas podem ser cultivadas em ambientes de pouca luminosidade, em torno de 40%, acelerando seu crescimento. Plantas adultas podem ser criadas com boa dose de luminosidade e se penduradas em árvores, emitem raízes com novos brotos. A Vanda é uma planta de adaptação fácil em ambientes de boa luminosidade. O sol da tarde pode prejudicar a saúde de sua orquídea (<http://www.orquideana.com.br> Acesso em jan. 2010).

A princípio ela foi colocada numa estrutura engendrada por mim, na qual permanece até os dias atuais. Após ler um pouco mais sobre a literatura relacionada à Vanda manuvadee FCC, percebi que por gostar que suas raízes estejam nuas, devemos mantê-la pendurada em arames. Porém, eu não me dispus a arrancá-la da atual estrutura, temendo retardar ainda mais o seu desenvolvimento.
Cerca de um mês após a sua chegada eu fiz análises mais “aprofundadas” e verifiquei que: tratava-se, evidentemente, de “apenas 1 pseudobulbo”, o qual chegava a quase 1cm de altura e as maiores folhas chegavam a 13cm de comprimento. As novas raízes foram (e estão) aparecendo vagarosamente, mas cada vez maiores e mais robustas; e as registrei em junho, julho e setembro de 2011. Depois mais uma em outubro e novembro de 2011; ao passo que as folhas vão se formado e dando essa noção do crescimento monopodial, o qual é sua característica. Em 2012 raízes novas e em maio e depois em agosto, acompanhadas, quase sempre, do desenvolvimento de novas folhas e firmação das antigas. Raízes sequencialmente em nascimento e/ou em crescimento desde maio de 2013 até os dias atuais.
Espero que daqui a mais ou menos 3 anos (2016) eu possa postar uma nova informação, desta feita, a respeito da sua primeira florada!
JaloNunes.
 
Esta, e a foto anterior mostram como ela está atualmente...
...é recente esta "visão"!

domingo, 14 de outubro de 2012

Artigo - Oeceoclades maculata: uma historieta de incertezas e descobertas

Oeceoclades maculata var. alba
Uma historieta de incertezas e descobertas
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RESUMO
O pretenso artigo aborda sobre a orquídea Oeceoclades maculata var. alba, endógena no estado de Alagoas, Nordeste do Brasil. Trata-se de uma orquídea terrestre, de crescimento simpódico e que floresce em abundancia: flores de tamanho pequeno e sem cheiro algum.
Após termos dúvidas em relação a sua classificação: gênero e espécie, chegou ate nós a informação de que seria o Oeceoclades maculata.
O artigo apresenta ainda suas floradas no período compreendido entre 2007 e 2012, dando ênfase ao período de ocorrência, quantidade de flores e pseudobulbos, bem como a ocorrência ou não de capsulas de sementes.
PALAVRAS-CHAVE: orquídeas; oeceoclades maculata; pesquisas sobre orquídeas; floração de orquídeas.
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ABSTRACT
The article focuses on the alleged orquidea Oeceoclades maculata var. alba, endogenous in the state of Alagoas, northeastern Brazil. It is a terrestrial orchid, simpodico growth and blooming in abundance: flowers small and without any smell.
After doubts terms in relation to their classification: genus and species, came up to us information that would be Oeceoclades maculata.
The article also presents its flowering in the period between 2007 and 2012, emphasizing the period of occurrence, number of flowers and pseudobulbs, as well as the occurrence or not of seed capsules.
KEYWORDS: orchids; Oeceoclades maculata; research on orchids, flowering orchids.
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“Gênero com muitos representantes em Alagoas, todavia ainda o registro é sobremaneira limitado, por motivos, principalmente, da falta de estudos pelos sistematas mais familiarizados, com as micro-orquideas[1]”.
Inicialmente nós achávamos ser uma orquídea do gênero pleurothallis, que pode ser terrestre e é de porte pequeno. Portanto, o grande equívoco tratava-se do resultado da escassez de fontes que chegaram até nós ou que nós adquirimos. Devemos reconhecer que pesquisamos mal e pouco, ou melhor, que não obtivemos possibilidades favoráveis anteriormente para "qualificar" acertadamente esta orquídea, porém, fizemos questão de não eliminar a análise anterior para demonstrar a importância da pesquisa e como difícil é reconhecer os gêneros e as espécies, corretamente, de orquídeas e principalmente bromélias, se não somos profissionais do meio, ou afins. 
Trata-se, portanto, da subtribo Oeceoclades maculata variedade alba, cujo exemplar é nominado de Eulophillium maculata. De crescimento simpódico e característica terrestre. O exemplar foi adquirido em 2007 e neste mesmo ano anotamos suas primeiras flores.  
“É uma planta de raríssima variedade da espécie terrestre de Oeceocledes maculata, que vegeta em matas fechadas em todo o Brasil, na Colômbia e na Venezuela, sempre em ricos detritos vegetais. A variedade apresenta pétalas e sépalas de cor verde-amarelada e labelo branco-leitoso”[2].
Após as mudanças ocorridas, devido à construção do novo orquidário, a partir do início de 2009, dentre as principais modificações citemos a plantação do Oeceoclades diretamente em solo; o solo foi preparado, logo abaixo da sustentação para as orquídeas epífitas (com terra preta: estrume de cabras e folhas secas).
Surpreendentemente o Oeceoclades maculata floresceu até quando pôde, nesta nova readaptação! Anotamos que a primeira haste floral do ano surgiu por volta do dia 29 de mar. de 2010 e de lá até o final do ano havia flores numa ou noutra moita desta, de modo que ainda em 26 de dez. de 2010, havia flores e cápsulas de sementes.
Abaixo uma tabela mostra o resultado das florações num compreendido entre 2007 e 2012 (06 anos de “observação”):
TABELA DA FLORAÇÃO DO OECEOCLADES MACULTA VAR. ALBA
ANO
QUANT. BULBOS
QUANT. FLORES
MÊS
CÁPSULAS DE SEMENTES
OBSERVAÇÃO
2007
01
08
OUT. A NOVEMBRO
SIM
-
2008
02
12
OUT. A DEZEMBRO
SIM
-
2009
02
12
ABR. A MAIO
SIM
-
2010
07
45
FEV. A DEZEMBRO
SIM
-
2011
09
53
MAR. A JULHO
SIM
-
2012
05
11
AGO. A SETEMBRO
SIM
FOI REPLANTADA.
Há uma postagem sobre este gênero de orquídea, neste blog, link:
http://orquideas-bromelias.blogspot.com.br/2012/07/16-orquidea-oeceoclades-maculata.html

[1]  PEREIRA, Luis Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000, 315 p.
[2]  Extraído de: Revista O mundo das Orquídeas. Ano 4, nº. 18. (p. 33).

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Artigo - Encyclia oncidioides: uma historieta de flores

Encyclia oncidioides
Uma historieta de flores
RESUMO
 Este artigo apresenta a trajetória de uma orquídea que fora coletada no seu habitat natural, porém, desprendida da árvore que lhe sustentava, logo tombada sobre o solo, prestes a morrer. Inicialmente e de forma breve, o artigo aborda sobre o gênero em questão, qual seja: Encyclia. E depois faz apontamentos sobre sua ligeira recuperação e florações (período compreendido de 05 anos). Trata-se de um gênero e espécie de orquídeas de agradável odor ao olfato humano (quando floresce), além de ser de porte grande e floresce em quantidades surpreendentes.
PALAVRAS-CHAVE: orquídeas; encyclia osmantha; desenvolvimento de orquídeas; floração de orquídeas.
 ABSTRACT
This paper presents the trajectory of an orchid that had collected in their natural habitat, however, detached from the tree that held him, then tumbled on the ground, about to die. Initially and briefly, the article discusses about the genre in question, which is: Encyclia. And then make notes about your blooms and slight recovery (period ranging from 05 years). It is a genus and species of orchids from pleasant to smell human odor (when blooming), besides being sized and large blooms in amazing amounts.
KEYWORDS: orchids; encyclia osmantha; development of orchids; flowering orchids.

"Encyclia é uma orquídea epífita, de crescimento simpódico (como ocorre na maioria delas), e que costuma florescer no verão. Esta que nos referimos fora adquirida em 2007 e acompanhamos sua recuperação, desenvolvimento e floração até 2011. Sobre as orquídeas de modo mais amplo e – inclusive – outro artigo já publicado (sobre o gênero Epidendrum fragrans, num blog relacionado) pode ser acessado pelo link abaixo referenciado"[1].
“O cultivo da Encyclia é fácil, principalmente - como tantas outras epífitas – se mantida sobre árvores; mas a sobrevida é longa em vasos; fibras não compactadas. Diversos materiais podem ser usados, desde os pedregulhos de quartzo com um pouco de raízes de coqueiro, bem desfibrados"[2].
“Encyclia pertence a um largo gênero de orquídeas tropicais e subtropicais das Américas e Índias. Em sua maioria apresenta flores de pequeno porte, algumas perfumadas, em hastes rígidos de até 50 cm, com touceiras na base; pode gerar até 60 flores por haste. A maior parte das espécies é encontrada no México e Índia. Poucas espécies deste gênero são endêmicas da América do Sul. Estas orquídeas requerem cuidados semelhantes às cattleyas, mas as necessidades variam de acordo com a espécie"[3].
Sobre esta orquídea tratada neste artigo gostaríamos de versar sobre a sua aquisição. Esta se trata de uma orquídea que estava arrancada de sua base normal (árvore) de maneira que não possuía praticamente nenhuma raiz em bom estado e seus pseudobulbos bastante maltratados e danificados, além de enrugados, de modo que nós não julgávamos sua recuperação. No entanto, surgiu um novo pseudobulbo (este que deu as primeiras flores) a partir de outro (por sinal o mais sofrido), já que estava obscurecido, como se estivesse definhado e não possuía sequer resquícios de folhas, mais que isso era o que embasava todos os demais (num total de 3).
Diante de todas as situações de maus tratos que esta orquídea sofreu logo depois que sua base de sustentação (a árvore) fora cortada, é extremamente vitoriosa a sua floração, que atingiu um bom número de 23 flores, somente na 1ª.
Abaixo mostramos uma descrição da ocasião de suas flores, num período compreendido por 05 anos.
Pois bem:
§     A 1ª floração ocorreu entre nov. e dez. de 2007 (nos referimos ao processo compreendendo entre a primeira observação empírica do aparecimento de uma haste floral até o padecimento da última flor ou a observação da primeira formação de cápsula de sementes); tratava-se de apenas 01 pseudobulbo a florir e que atingiu a quantidade máxima de apenas 23 flores, em algumas delas houve a fecundação e a formação de cápsulas de sementes. E somente em maio do ano seguinte as cápsulas de sementes se romperam e o vento levou as minúsculas sementes.
§  A 2ª floração ocorreu entre nov. de 2008 e fev. de 2009. Desta feita ocorreu em 02 pseudobulbos e uma quantidade máxima de apenas 35 flores que também geraram sementes.
§ A 3ª floração aconteceu entre set. de 2009 e jan. de 2010. Em nada mais nada menos que 04 pseudobulbos (estes já bastante desenvolvidos - a orquídea estava completamente recuperada e formando excelentes bulbos, folhas, raízes e flores). As flores desta florada somaram 275 – ultrapassando em pelo menos 08 a média considerada paradigmática para este gênero, por haste -; também houve a formação de cápsulas de sementes. Quanto às hastes florais, observamos o seguinte: em 06/11/2009 suas hastes já estavam bem desenvolvidas; em termos de tamanho métrico já ultrapassavam 1 m de altura.  Em 25/01/2010 nós pudemos observar que algumas flores já perdiam vitalidade e os ramalhetes começavam a entrar em decadência. Portanto, a floração do ano de 2009, perpassava ainda com algum vigor para 2010. Grosso modo podemos esclarecer que tal floração durou quase 60 dias, se levarmos em conta apenas o período compreendido entre a abertura das primeiras flores e a visualização real de sua inexistência. Porém, desde o aparecimento da primeira haste floral (em 20/09/2009) até esta última fase citada nós observamos ter um tempo médio de 04 meses. Salientamos que ainda em fev. de 2010 havia uma flor em transformação para cápsula de sementes, a única desta feita. 
§   Quanto à 4ª floração, veio entre set. de 2010 e fev. de 2011 e em 05 pseudobulbos, que fizeram nascer e exalar perfume por pelo menos 377 flores (mais de 30 acima da média), sendo que em algumas delas também houve fecundação, por insetos e abelhas ou o vento, certamente. Ao tempo em que ela desenvolvia esta floração, nós fizemos uma análise mais detalhada de sua estruturação e constatamos: em 24/10/2010 já havia 13 pseudobulbos válidos, dentre os quais o maior – em altura – possuía 26 cm e aproximadamente 4,9 cm de diâmetro; a folha mais comprida media 66 cm. Ao passo que, no dia 01/11/2010 medimos a altura da haste floral – daquela que mais de destacava – esta chegava a 95 cm. Em resumo podemos dizer o seguinte sobre esta 4ª floração: a primeira haste floral apareceu para nós em 03 de set. de 2010. Quanto à abertura das primeiras flores deu-se somente 03 meses depois, em 22 de dez. de 2010. A plenitude das flores foi alcançada somente por volta do início de jan. de 2011; o término parcial deu-se por volta do dia 09 de fev. de 2011. Foram cerca de 05 meses desde a abertura das primeiras flores até a formação de cápsulas de sementes.
§  na 5ª floração, ocorrida entre out. de 2011 e jan. de 2012, em 04 pseudobulbos, foram originadas tão somente 275 flores e não se formou cápsulas de sementes, fator, acreditamos ocorrido por conta de ter havido mudança dela para outro vaso, certamente num momento inoportuno, bem como alterações no orquidário, que acarretou maior incidência de luz direta em todas elas.
No ano seguinte (por volta de abril de 2012) tornou-se necessária a divisão do exemplar, o mesmo já não cabia o vaso anterior. Após o corte, novas raízes somente surgiram a partir de 07/06/2012 – quase 02 meses depois. Este ano acreditamos que não haverá floração, haja vista a temporada de flores para as Encyclias estar bem próxima e ela mantém apenas 2 frágeis pseudobulbos em potência para florir. 

Este artigo foi primeiramente publicado no site WebArtigos e pode ser visto através do link:
http://www.webartigos.com/artigos/encyclia-osmantha-uma-historieta-de-flores/94670/
[1] Disponível em: <http://www.orquideas-bromelias.blogspot.com.br/2012/05/1-pseudo-artigo-epidendrum-fragrans.html>
[2] PEREIRA, Luis Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000, 315 p.
[3] Extraído de: <http://www.orquideana.com.br>. Acesso em: jan. de 2008.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Artigo - Anacheilium aemulae: uma historieta de superação

Anacheilium aemulae
Uma historieta de superação 

Sobre as Orquídeas, o nome advém da língua grega; do radical grego Orchis que significa “testículo”, essa analogia procede da aparência dos dois tubérculos que constituem a base vegetativa de algumas espécies. As orquídeas são classificadas na divisão Spermatophyta, subdivisão Angiospermae, classe Monocotyledonae, ordem Microspermae e família Orchidaceae. A família é uma das maiores de plantas floríferas, englobando quase 1/7 das existentes no planeta. É composta por cerca de 1.000 gêneros e 20.000 espécies. “Foram os orientais os primeiros a fazerem referencia às orquídeas. O primeiro livro sobre o cultivo das orquídeas, foi provavelmente escrito em chinês no ano 1000 d.C.” (KAYASIMA; DEUTSCH, L, 1989).
Quanto ao crescimento, há dois tipos: o monopódico: quando a orquídea apresenta caule ereto que de ano para ano se torna mais alto; e o simpódico, quando a cada ano se forma um novo caule, em rigorosa sequência horizontal. Assim, cada caule brota de uma intumescência na base da planta: o pseudobulbo, que armazena as reservas nutritivas.
A maioria elabora seus próprios alimentos; algumas os retiram de matéria orgânica decomposta, como paus podres, ou são auxiliadas por um fungo que vive em suas raízes. As orquídeas são bissexuais, com estrutura reprodutora única. 

Neste "artigo” procuramos apresentar algumas informações sobre o gênero Epidendrum, cultivado no agreste de Alagoas, Nordeste do Brasil. Do grego Ep(i) = sobre + dendrum = árvore. Sua marca também é a qualidade de epífita.
Escrevemos aqui sobre o gênero Epidendrum, que é composto por mais de 1.100 espécies de orquídeas. Especificamente sobre a variedade aemulae. A fragrância agradável a torna uma das orquídeas encontradas em quase todos os orquidários domésticos.
A espécie aemulae é de porte mediano, folhas e pseudobulbos bem definidos e produz flores – geralmente – com tonalidades esbranquiçadas, mas sem tomar totalmente a qualidade de albas; apresenta ainda detalhes em finas faixas verticais de um violeta suave, na sépala (maior) superior ao labelo. Fazendo jus ao “sobrenome”, exala agradabilíssimo perfume.
Se deixadas sobre os galhos mais grossos das árvores podem chegar a ter 36 pseudobulbos e até mais, além de florir em até mais de 6 deles, totalizando mais de 20 flores perfumadas. Se num vaso, que deve ser um tipo placa ou algo parecido, não se poderá ter tantos pseudobulbos, nem flores, evidentemente.
Fizemos um acompanhamento empírico num exemplar de Anacheilium aemulae que fora coletado em 2007, numa área de devastação ambiental, no agreste de Alagoas. Apresentamos aqui informações angariadas em 5 anos sobre esta orquídea. As primeiras flores só ocorrem 6 meses depois de ser coletada.
Há de se considerar que ela contava com apenas 3 pseudobulbos pouco saudáveis na época da coleta; porque se encontrava derribada sobre o chão, em meio as gramíneas, também amarelecidas pela ação devastadora do sol de verão, tão intenso nesta região do Brasil. Após ser colocada num local adequado: um pedaço de madeira maciça, porém envelhecido, livre do sol direto e sob regas controladas, vieram, (meses depois) as primeiras flores: já estávamos em 2008. Em março deste ano ela encontrava-se com apenas 3 flores em 1 pseudobulbo, foi neste ano que experimentamos sua fragrância e decidimos pela sua evolução (foi também, neste ano que ela demonstrou sobreviver e querer prosseguir). Em 2009, assim como no ano anterior, ela estava fixada numa estaca, dentro do espaço coberto por uma tela, no “pseudo-orquidário”; neste período, por termos viajado e deixado-a sob outros cuidados, não teve uma floração evolutiva (lhe faltou rega, acreditamos), exibindo apenas 2 flores em apenas 1 pseudobulbo, mas neste ano já contava com 5 pseudobulbos (sendo 3 deles adormecidos), esta floração só veio a ocorrer no mês de maio. Em 2010 as flores ocorreram em março e somaram 6 flores em 2 pseudobulbos; detalhando melhor esta floração: o invólucro protetor pôde ser visto em 29 de março e a primeira flor surgiu em 14 de abril; posteriormente, no mês de agosto deste ano fizemos uma observação neste exemplar: já possuía 10 pseudobulbos (7 a mais que em 2008), o maior deles detinha 5 cm de comprimento e a maior folha tinha 18,5 cm de comprimento. Em 2011 a floração se consolidou em abril e as flores somaram 11, em 4 pseudobulbos. Já em 2012, por conta de mudanças no “pseudo-orquidário” (ela permaneceu por cerca de 2 meses apenas embaixo de uma árvore, para que outro espaço fosse construído), as flores reduziram em 1 – sendo 10 flores – em relação ao ano anterior; estiveram plenas em abril de 2012.


MÊS PREDOMINANTE DE FLORES
QUANTIDADE DE PSEUDOBULBOS
QUANTIDADE DE FLORES
2008
Março
01
03
2009
Maio
01
02
2010
Março
02
06
2011
Abril
04
11
2012
Abril
03
10
Tabela 1: Anacheilium aemulae: floração escriturada em 5 anos.
   
Constatamos que há uma predominância das flores nos meses de março e abril, fator diretamente condicionado a ligações de tempo e clima, assim como as manipulações humanas circunstanciais.  
Nosso desejo é continuar vivendo em meio às essas plantas prodigiosas, que não medem esforços para conquistar aos polinizadores naturais, assim como aos humanos sensitivos. Esperamos poder ainda escrever sobre este gênero, sobre esta espécie e poder contar acontecimentos de superação.

Mais informações em:

BIBLIOGRAFIA*
KAYASIMA, Masuji; DEUTSCH, L. A. Orquídeas Brasileiras: classificação e história das orquídeas. SERCOM; DESEMP. Dez. 1989.
LUZ, Joaci de Freitas. O Mundo das Orquídeas. Ano 3, n° 11.
____, Joaci de Freitas. O Mundo das Orquídeas. Ano 4, n° 17.
____, Joaci de Freitas. O mundo das Orquídeas. Ano 4, nº 18.
NOVA ENCICLOPÉDIA BARSA. 6. ed. São Paulo: Barsa Planeta Internacional Ltda., 2002. V. 07.
PEREIRA, Luis Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000, 315 p.
SERQUEIRA, Carla. Matas do Interior escondem raridades. In: Gazeta de Alagoas. Maceió, Sábado, 04 de Fevereiro de 2007. Ano LXXII, n° 576.


* CONSULTADA/ INDICADA.

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