ORQUÍDEAS * BROMÉLIAS

domingo, 14 de outubro de 2012

Artigo - Oeceoclades maculata: uma historieta de incertezas e descobertas

Oeceoclades maculata var. alba
Uma historieta de incertezas e descobertas
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RESUMO
O pretenso artigo aborda sobre a orquídea Oeceoclades maculata var. alba, endógena no estado de Alagoas, Nordeste do Brasil. Trata-se de uma orquídea terrestre, de crescimento simpódico e que floresce em abundancia: flores de tamanho pequeno e sem cheiro algum.
Após termos dúvidas em relação a sua classificação: gênero e espécie, chegou ate nós a informação de que seria o Oeceoclades maculata.
O artigo apresenta ainda suas floradas no período compreendido entre 2007 e 2012, dando ênfase ao período de ocorrência, quantidade de flores e pseudobulbos, bem como a ocorrência ou não de capsulas de sementes.
PALAVRAS-CHAVE: orquídeas; oeceoclades maculata; pesquisas sobre orquídeas; floração de orquídeas.
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ABSTRACT
The article focuses on the alleged orquidea Oeceoclades maculata var. alba, endogenous in the state of Alagoas, northeastern Brazil. It is a terrestrial orchid, simpodico growth and blooming in abundance: flowers small and without any smell.
After doubts terms in relation to their classification: genus and species, came up to us information that would be Oeceoclades maculata.
The article also presents its flowering in the period between 2007 and 2012, emphasizing the period of occurrence, number of flowers and pseudobulbs, as well as the occurrence or not of seed capsules.
KEYWORDS: orchids; Oeceoclades maculata; research on orchids, flowering orchids.
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“Gênero com muitos representantes em Alagoas, todavia ainda o registro é sobremaneira limitado, por motivos, principalmente, da falta de estudos pelos sistematas mais familiarizados, com as micro-orquideas[1]”.
Inicialmente nós achávamos ser uma orquídea do gênero pleurothallis, que pode ser terrestre e é de porte pequeno. Portanto, o grande equívoco tratava-se do resultado da escassez de fontes que chegaram até nós ou que nós adquirimos. Devemos reconhecer que pesquisamos mal e pouco, ou melhor, que não obtivemos possibilidades favoráveis anteriormente para "qualificar" acertadamente esta orquídea, porém, fizemos questão de não eliminar a análise anterior para demonstrar a importância da pesquisa e como difícil é reconhecer os gêneros e as espécies, corretamente, de orquídeas e principalmente bromélias, se não somos profissionais do meio, ou afins. 
Trata-se, portanto, da subtribo Oeceoclades maculata variedade alba, cujo exemplar é nominado de Eulophillium maculata. De crescimento simpódico e característica terrestre. O exemplar foi adquirido em 2007 e neste mesmo ano anotamos suas primeiras flores.  
“É uma planta de raríssima variedade da espécie terrestre de Oeceocledes maculata, que vegeta em matas fechadas em todo o Brasil, na Colômbia e na Venezuela, sempre em ricos detritos vegetais. A variedade apresenta pétalas e sépalas de cor verde-amarelada e labelo branco-leitoso”[2].
Após as mudanças ocorridas, devido à construção do novo orquidário, a partir do início de 2009, dentre as principais modificações citemos a plantação do Oeceoclades diretamente em solo; o solo foi preparado, logo abaixo da sustentação para as orquídeas epífitas (com terra preta: estrume de cabras e folhas secas).
Surpreendentemente o Oeceoclades maculata floresceu até quando pôde, nesta nova readaptação! Anotamos que a primeira haste floral do ano surgiu por volta do dia 29 de mar. de 2010 e de lá até o final do ano havia flores numa ou noutra moita desta, de modo que ainda em 26 de dez. de 2010, havia flores e cápsulas de sementes.
Abaixo uma tabela mostra o resultado das florações num compreendido entre 2007 e 2012 (06 anos de “observação”):
TABELA DA FLORAÇÃO DO OECEOCLADES MACULTA VAR. ALBA
ANO
QUANT. BULBOS
QUANT. FLORES
MÊS
CÁPSULAS DE SEMENTES
OBSERVAÇÃO
2007
01
08
OUT. A NOVEMBRO
SIM
-
2008
02
12
OUT. A DEZEMBRO
SIM
-
2009
02
12
ABR. A MAIO
SIM
-
2010
07
45
FEV. A DEZEMBRO
SIM
-
2011
09
53
MAR. A JULHO
SIM
-
2012
05
11
AGO. A SETEMBRO
SIM
FOI REPLANTADA.
Há uma postagem sobre este gênero de orquídea, neste blog, link:
http://orquideas-bromelias.blogspot.com.br/2012/07/16-orquidea-oeceoclades-maculata.html

[1]  PEREIRA, Luis Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000, 315 p.
[2]  Extraído de: Revista O mundo das Orquídeas. Ano 4, nº. 18. (p. 33).

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Perguntas Frequentes - Bloco 1


 01 – COMO PODEMOS OBTER MUDAS DE ORQUÍDEAS?
Inicialmente é preciso que afirmemos haver pelo menos três formas de se obter novas orquídeas. Por meio das seguintes técnicas: reprodução simbiótica, meristemática e vegetativa.
A simbiótica ocorre por meio das sementes, quando elas são geradas após a floração e quando armazenadas e postas sob as técnicas e condições adequadas, geram novas orquídeas, da mesma espécie, necessariamente. Naturalmente, elas precisam da presença de um determinado fungo para se desenvolverem; em ambiente criado outras substâncias são forjadas para tentar desempenhar a função exercida pelo fungo.
A forma meristemática somente é viável em laboratório, em cujas possibilidades, as pontas das raízes são capazes de gerar novas plantas através de clonagens.
A forma mais simples é aquela chamada de vegetativa, pela qual dividimos uma orquídea em duas ou mais, por exemplo, ou através de seus rizomas. Porém, na divisão de uma planta, deve ser obervada a quantidade mínima de três pseudobulbos para cada muda, inclusive para a matriz e deve-se usar tesoura higienizada quando for feito o corte.
Informações complementares, no link abaixo:
  
02 – QUAIS SÃO OS CUIDADOS BÁSICOS COM AS ORQUÍDEAS?
É preciso que se atente inicialmente para o local onde você quer cultivar orquídeas: ele ao menos se assemelha ao ambiente natural? O clima da região é propício para a sua orquídea? Caso contrário as adaptações deverão ser ainda mais complexas!
            Para que a sua orquídea se desenvolva bem é preciso que se tomem cuidados básicos, principalmente relacionados à luminosidade, à ventilação, às regas e à adubação.
Luminosidade: ao contrário do que alguns pensam, a maioria as orquídeas, precisa e muito de luminosidade, porém, esta não deve ser direta, pois poderá matar a planta em poucos dias ou, dependendo do gênero, em poucas semanas. Daí, dependendo do espécime, a luminosidade indicada pode ser de 50%, 60%, 70% etc.
Ventilação: possibilitará o arejamento do local, ajudando a evitar pragas e fungos, principalmente, e também ajudará a evitar que as raízes das orquídeas se mantenham úmidas por muito tempo, uma vez que elas precisam – na maioria dos dias – que o substrato esteja desafogado.
Regas: são essenciais, mas não devem encharcar a planta. A maioria das orquídeas não se alimenta somente pelas raízes (e com a água da rega; mas pelas partículas de água trazidas pelo vento, pelo sereno noturno e outros fatores), logo elas não precisam estar o tempo todo úmidas. Geralmente, a maioria dos gêneros, prefere regas alternadas a cada 07-15 dias; é importante também, que somente as raízes e o substrato sejam molhados.
Adubação: muitos cultivares usam o adubo para as orquídeas. No link acima citado, você encontrará umas dicas importantes. Eu não uso adubo nenhum, mas procuro reproduzir o habitat natural da orquídea, geralmente fixando-a numa árvore ou num pedaço de madeira envelhecida, com partes em estado de degradação, bem como gravetos, folhas etc. as que não estão em árvores mantêm-se protegidas por uma tela de meia sombra, que só permite a passagem da luminosidade em +/- 50%.

03 – COMO FAZER UMA ORQUÍDEA CATTLEYA FLORIR?
Não há nada a ser feito para uma Cattleya florir, caso ela esteja plantada num local adequado; pois a floração ocorrerá naturalmente, na estação correta. Em havendo condições ideias de: luz indireta, ambiente arejado e regas normais ela certamente brindará ao cultivador com flores belíssimas e perfumadas! E sendo adulta e já tendo mais de três pseudobulbos bem formados, folhas e raízes intactas, na época propícia (dependendo da região) ela vai florir. Mas, se a região não for favorável para o gênero Cattleya, ele jamais irá florir!

04 – QUAIS SÃO AS ORQUÍDEAS QUE MAIS FLORESCEM TODO O ANO?
Vejam bem: eu não me dispus a pesquisar algum artigo ou informação que abordasse sobre uma relação dos gêneros de orquídeas que mais florescem; mas posso falar com alguma propriedade e em relação aos gêneros de orquídeas que mais florescem por ano, levando em conta os que possuo: os 07 primeiras florescem várias vezes ano (em meses seguidos ou alternados, em mais de 01 pseudobulbo, etc.); já a maioria delas floresce apenas uma vez ano, em 01 ou mais pseudobulbo.

05 - COMO PROCEDER NA REGA ÀS ORQUÍDEAS?
As regas – geralmente – são toleradas pelas orquídeas nos intervalos 07-15 dias, como dito anteriormente. Porém, essa regra não se aplica a todas as fases das orquídeas, bem menos a todos os gêneros de orquídeas. Quanto à rega, especificamente, algumas das orquídeas precisarão de mais, outras de menos. Também deve ser observada a época do ano e a fase em que se encontra a orquídea: se está em crescimento de novos pseudobulbos (a rega deve ser mais frequente); se está em produção de flores (a rega deve ser menos frequente); se entrou em período de repouso, as folhas caducaram (a rega deve ser praticamente suspensa) e por vai-se! Somente a partir do momento que você obtiver determinado gênero de orquídea e for ler sobre ele, saberá melhor como cuidar dela e ajudá-la a florir, ano após ano. Porém como saber se uma orquídea precisa de água? Ela dá alguns sinais: o mais visível é quando os pseudobulbos mostram-se enrugados, significa que ela está usando os nutrientes armazenados neles, para manter-se viva! Mas não é saudável deixar que ela se sacrifique assim, sempre que precisar de água. O ideal é que a rega seja controlada, a fim de evitar essa experiência!

06 – COMO IDENTIFICAR UMA BROMÉLIA?
Recomendo como principais leituras as postagens presentes no blog da Prof.ª Fabíola Sostmeyer Polita, docente da Escola Qualifica, disponível na internet, em:
No qual a referida professora (em seu blog) diz inicialmente que “a família Bromeliaceae é dividida em 03 (três) subfamílias: Bromelioideae, Tillandsioideae e Pitcairnioideae. Cada uma das subfamílias comporta um grupo de gêneros com distintos hábitos de desenvolvimento”. Vejamos a tabela abaixo:
Subfamília
Gênero Aechmea
Folhas em roseta, folhas com espinhos nas pontas e no ápice da inflorescência.
Brácteas da inflorescência vivamente coloridas
231 espécies e 54 variedades botânicas
Gênero Ananás
Gênero do Abacaxi e dos Abacaxis ornamentais
Gênero Billbergia
Folhas em roseta tubular, espinhos visíveis ao longo de toda margem, manchas ou bandas transversais esbranquiçadas.
Brácteas da inflorescência sem espinhos, inflorescências de pouca duração.
63 espécies e 25 variedades botânicas
Gênero Bromélia
Gênero do Gravatá
Gênero Cryptanthus
“Estrela da mata”, roseta foliar achatada que cresce paralelamente ao solo, folhas com espinhos.
Flores brancas surgem entre as folhas da roseta.
53 espécies e 4 variedades botânicas
Gênero Neoregelia
Roseta de folhas abertas, as folhas com espinho tem o ápice retorcido, folhas centrais da roseta ficam coloridas antes da floração.
Inflorescência imersa na cisterna.
108 espécies e 7 variedades botânicas.
Gênero Nidularium
Roseta foliar aberta, semelhante à Neoregelia, assim como também tem espinhos pequenos.
A inflorescência é envolta de brácteas curtas, que parecem um ninho e dão nome ao gênero.
45 espécies e 4 variedades botânicas.
Subfamília
Gênero Alcantarea
Folhas em roseta aberta, de grande dimensão, e folhas sem espinhos.
Inflorescências alongadas, ramificadas e de grande dimensão.
17 espécies.
Gênero Guzmania
Folhas em roseta aberta e folhas sem espinhos.
Inflorescência alongada com o ápice coberto de grande número de brácteas grandes e coloridas.
187 espécies e 18 variedades botânicas.
Gênero Tillandsia
Folhas em roseta aberta, sem cisterna, folhas sem espinhos e acinzentadas.
Inflorescência alongada, com brácteas vivamente coloridas.
Bromélias pequenas.
539 espécies e 81 variedades botânicas.
Gênero Vriesea
Folhas em roseta aberta, semelhante às folhas de Guzmania, folhas sem espinhos e acinzentadas.
Inflorescência alongada, com brácteas curtas, por vezes semelhantes à Tillandsia.
248 espécies e 40 variedades botânicas.
Subfamília
Gênero Dyckia
Folhas em roseta aberta, acinzentada, folhas ligeiramente suculentas com espinhos rígidos e grandes.
Inflorescências alongadas, com flores alaranjadas.
121 espécies e 7 variedades botânicas.
Acesso em: setembro de 2012.

07 – ONDE COMPRAR SPATHOGLOTTIS?
      O caminho mais rápido e fácil é buscar os diversos sites de vendas na internet. O empecilho é - sem dúvida - o pagamento do frete e a incerteza se a muda virá da forma que você, pelo menos imaginou! O ideal seria ir a uma feira de orquídeas ou pessoalmente a um “orquidário real”! Às vezes encontramos Spathoglottis plicata à venda nos centros das capitais, junto com outras flores e rosas, bromélias e orquídeas como Arundina graminifolia (orquídea bambu). Uma vez adquiri um exemplar deste no cento de Maceió, para ser mais preciso, na Rua da Alegria - Centro. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

57 - Orquídea: Denphal ekapol

Sobre esta orquídea não encontrei quase nada escrito. Porém, adiante-se que é uma orquídea bastante florífera (nem tanto quanto a variedade alba) e nem é caprichosa na formação de pseudobulbos, quanto esta última citada. Para se ter uma ideia: dentre uma muda da varidade alba e outra da ekapol, que adquiri de um cultivar de Rio Largo/AL, a alba já se prepara para a 3ª floração, ao passo que a ekapol realizou a 1ª, recentemente.
Exclusivas, fotos abaixo, da primeira floração deste ekapol.


A brancura dos "talos" e o "róseo" das extremidades das flores lhe conferem uma prefeita harmonia.
A formiga passeia pelo tapete colorido! Denphal ekapol.
Uma tomada "aérea" do Denphal ekapol.
Antes de terminar o ciclo, a haste foi quebrada (certamente por gatos) e as flores murcharam,.

domingo, 9 de setembro de 2012

8 - Orquídea: Anacheilium alagoensis

“É uma orquídea epífita do gênero Anacheilium".
Descrição: "floresce da primavera para o verão, com 2-4 flores de 2,5 cm de largura". 
Cultura: "crescem em condições de calor e podem ser cultivadas em casca de tamanho médio. Apreciam longos períodos de secagem entre rega (...)[1]. 

Observação endógena: trata-se de uma micro orquídea de cultivo (julgo) mediano, e que costuma ser generosa em suas florações anuais; desenvolve-se melhor se cultivada num local que se assemelhe a uma galha de árvore levemente inclinada, tendo para as raízes abundância de substratos e musgos.
 
 
 
 

[1]  Disponível em: http://orchids.wikia.com/wiki/Prosthechea_abbreviata. Acesso em: dezembro de 2012.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Artigo - Encyclia oncidioides: uma historieta de flores

Encyclia oncidioides
Uma historieta de flores
RESUMO
 Este artigo apresenta a trajetória de uma orquídea que fora coletada no seu habitat natural, porém, desprendida da árvore que lhe sustentava, logo tombada sobre o solo, prestes a morrer. Inicialmente e de forma breve, o artigo aborda sobre o gênero em questão, qual seja: Encyclia. E depois faz apontamentos sobre sua ligeira recuperação e florações (período compreendido de 05 anos). Trata-se de um gênero e espécie de orquídeas de agradável odor ao olfato humano (quando floresce), além de ser de porte grande e floresce em quantidades surpreendentes.
PALAVRAS-CHAVE: orquídeas; encyclia osmantha; desenvolvimento de orquídeas; floração de orquídeas.
 ABSTRACT
This paper presents the trajectory of an orchid that had collected in their natural habitat, however, detached from the tree that held him, then tumbled on the ground, about to die. Initially and briefly, the article discusses about the genre in question, which is: Encyclia. And then make notes about your blooms and slight recovery (period ranging from 05 years). It is a genus and species of orchids from pleasant to smell human odor (when blooming), besides being sized and large blooms in amazing amounts.
KEYWORDS: orchids; encyclia osmantha; development of orchids; flowering orchids.

"Encyclia é uma orquídea epífita, de crescimento simpódico (como ocorre na maioria delas), e que costuma florescer no verão. Esta que nos referimos fora adquirida em 2007 e acompanhamos sua recuperação, desenvolvimento e floração até 2011. Sobre as orquídeas de modo mais amplo e – inclusive – outro artigo já publicado (sobre o gênero Epidendrum fragrans, num blog relacionado) pode ser acessado pelo link abaixo referenciado"[1].
“O cultivo da Encyclia é fácil, principalmente - como tantas outras epífitas – se mantida sobre árvores; mas a sobrevida é longa em vasos; fibras não compactadas. Diversos materiais podem ser usados, desde os pedregulhos de quartzo com um pouco de raízes de coqueiro, bem desfibrados"[2].
“Encyclia pertence a um largo gênero de orquídeas tropicais e subtropicais das Américas e Índias. Em sua maioria apresenta flores de pequeno porte, algumas perfumadas, em hastes rígidos de até 50 cm, com touceiras na base; pode gerar até 60 flores por haste. A maior parte das espécies é encontrada no México e Índia. Poucas espécies deste gênero são endêmicas da América do Sul. Estas orquídeas requerem cuidados semelhantes às cattleyas, mas as necessidades variam de acordo com a espécie"[3].
Sobre esta orquídea tratada neste artigo gostaríamos de versar sobre a sua aquisição. Esta se trata de uma orquídea que estava arrancada de sua base normal (árvore) de maneira que não possuía praticamente nenhuma raiz em bom estado e seus pseudobulbos bastante maltratados e danificados, além de enrugados, de modo que nós não julgávamos sua recuperação. No entanto, surgiu um novo pseudobulbo (este que deu as primeiras flores) a partir de outro (por sinal o mais sofrido), já que estava obscurecido, como se estivesse definhado e não possuía sequer resquícios de folhas, mais que isso era o que embasava todos os demais (num total de 3).
Diante de todas as situações de maus tratos que esta orquídea sofreu logo depois que sua base de sustentação (a árvore) fora cortada, é extremamente vitoriosa a sua floração, que atingiu um bom número de 23 flores, somente na 1ª.
Abaixo mostramos uma descrição da ocasião de suas flores, num período compreendido por 05 anos.
Pois bem:
§     A 1ª floração ocorreu entre nov. e dez. de 2007 (nos referimos ao processo compreendendo entre a primeira observação empírica do aparecimento de uma haste floral até o padecimento da última flor ou a observação da primeira formação de cápsula de sementes); tratava-se de apenas 01 pseudobulbo a florir e que atingiu a quantidade máxima de apenas 23 flores, em algumas delas houve a fecundação e a formação de cápsulas de sementes. E somente em maio do ano seguinte as cápsulas de sementes se romperam e o vento levou as minúsculas sementes.
§  A 2ª floração ocorreu entre nov. de 2008 e fev. de 2009. Desta feita ocorreu em 02 pseudobulbos e uma quantidade máxima de apenas 35 flores que também geraram sementes.
§ A 3ª floração aconteceu entre set. de 2009 e jan. de 2010. Em nada mais nada menos que 04 pseudobulbos (estes já bastante desenvolvidos - a orquídea estava completamente recuperada e formando excelentes bulbos, folhas, raízes e flores). As flores desta florada somaram 275 – ultrapassando em pelo menos 08 a média considerada paradigmática para este gênero, por haste -; também houve a formação de cápsulas de sementes. Quanto às hastes florais, observamos o seguinte: em 06/11/2009 suas hastes já estavam bem desenvolvidas; em termos de tamanho métrico já ultrapassavam 1 m de altura.  Em 25/01/2010 nós pudemos observar que algumas flores já perdiam vitalidade e os ramalhetes começavam a entrar em decadência. Portanto, a floração do ano de 2009, perpassava ainda com algum vigor para 2010. Grosso modo podemos esclarecer que tal floração durou quase 60 dias, se levarmos em conta apenas o período compreendido entre a abertura das primeiras flores e a visualização real de sua inexistência. Porém, desde o aparecimento da primeira haste floral (em 20/09/2009) até esta última fase citada nós observamos ter um tempo médio de 04 meses. Salientamos que ainda em fev. de 2010 havia uma flor em transformação para cápsula de sementes, a única desta feita. 
§   Quanto à 4ª floração, veio entre set. de 2010 e fev. de 2011 e em 05 pseudobulbos, que fizeram nascer e exalar perfume por pelo menos 377 flores (mais de 30 acima da média), sendo que em algumas delas também houve fecundação, por insetos e abelhas ou o vento, certamente. Ao tempo em que ela desenvolvia esta floração, nós fizemos uma análise mais detalhada de sua estruturação e constatamos: em 24/10/2010 já havia 13 pseudobulbos válidos, dentre os quais o maior – em altura – possuía 26 cm e aproximadamente 4,9 cm de diâmetro; a folha mais comprida media 66 cm. Ao passo que, no dia 01/11/2010 medimos a altura da haste floral – daquela que mais de destacava – esta chegava a 95 cm. Em resumo podemos dizer o seguinte sobre esta 4ª floração: a primeira haste floral apareceu para nós em 03 de set. de 2010. Quanto à abertura das primeiras flores deu-se somente 03 meses depois, em 22 de dez. de 2010. A plenitude das flores foi alcançada somente por volta do início de jan. de 2011; o término parcial deu-se por volta do dia 09 de fev. de 2011. Foram cerca de 05 meses desde a abertura das primeiras flores até a formação de cápsulas de sementes.
§  na 5ª floração, ocorrida entre out. de 2011 e jan. de 2012, em 04 pseudobulbos, foram originadas tão somente 275 flores e não se formou cápsulas de sementes, fator, acreditamos ocorrido por conta de ter havido mudança dela para outro vaso, certamente num momento inoportuno, bem como alterações no orquidário, que acarretou maior incidência de luz direta em todas elas.
No ano seguinte (por volta de abril de 2012) tornou-se necessária a divisão do exemplar, o mesmo já não cabia o vaso anterior. Após o corte, novas raízes somente surgiram a partir de 07/06/2012 – quase 02 meses depois. Este ano acreditamos que não haverá floração, haja vista a temporada de flores para as Encyclias estar bem próxima e ela mantém apenas 2 frágeis pseudobulbos em potência para florir. 

Este artigo foi primeiramente publicado no site WebArtigos e pode ser visto através do link:
http://www.webartigos.com/artigos/encyclia-osmantha-uma-historieta-de-flores/94670/
[1] Disponível em: <http://www.orquideas-bromelias.blogspot.com.br/2012/05/1-pseudo-artigo-epidendrum-fragrans.html>
[2] PEREIRA, Luis Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió. IMA/PETROBRÁS/TRIKEM, 2000, 315 p.
[3] Extraído de: <http://www.orquideana.com.br>. Acesso em: jan. de 2008.

domingo, 19 de agosto de 2012

56 - Orquídea: Denphal alba

“O denphal é [uma espécie de orquídea] muito florífera, com capacidade para até 2 ou mais florações por ano. O cultivo é fácil, se adapta em qualquer lugar de clima quente; adora calor. Após a floração se inicia o crescimento dos novos bulbos, neste período a rega deve ser feita com maior frequência[1]”.
Geralmente antes de perder todas as flores já inicia também o brotamento e crescimento do (s) novo (s) pseudobulbo(s).
A haste floral sai do ápice do pseudobulbo, por entre as últimas folhas, a exemplo das Encyclias. E a eclosão das flores dá-se de forma sequenciada, isto é, abrem primeiramente os botões primários da haste até chegar ao último deles, no fim desta haste, de modo que é provável que as primeiras flores tenham murchado e caído, ou perto disso, quando abrir os últimos botões em flores.
Enquanto as primeiras flores já estão abertas, na sequência da haste há apenas botões - aprox. 10 flores

 

domingo, 5 de agosto de 2012

Orquídea: Catasetum macrocarpum/flor feminina

Sobre o Catasetum macrocarpum flor masculina há uma postagem neste blog e pode ser acessada pelo link; mas antes, o convido - caro leitor internauta - a conhecer um pouquinho, ao menos, sobre o catasetum macrocarpum flor feminina.
As variedades de flores em masculinas e femininas são obviamente uma ferramenta da natureza, para - sempre que possível - haver a fecundação das flores, a formação de sementes e a reprodução natural dos catasetums.
Neste caso, o macrocarpum, geralmente produz as flores masculinas, em detrimento das femininas; eu pelo menos, em poucas ocasiões obtive dos meus catasetums macrocarpums, flores femininas, havendo a abundância das masculinas.
A maioria dos orquidófilos e estudiosos da área concorda que a existência de flores femininas nos macrocarpums é uma questão climática, isto é, quanto mais o clima é quente, maior suas ocorrências.
Observação endógena: percebe-se que as flores serão femininas logo nas primeiras semanas de crescimento da haste floral: geralmente ela será mais robusta que a haste para as flores masculinas; e irá demorar mais a formar-se completamento (uma vez que, automaticamente ela deverá perdurar por mais tempo, em caso de ter flores fecundadas e por isso irá suportar também o peso das cápsulas de sementes, principalmente quando elas estiverem bem desenvolvidas), ao inverso da haste para as flores masculinas, que são quase efêmeras. Enquanto as flores masculinas duram por aproximadamente 7 dias, as femininas costumam se alongar mais tempo, em durabilidade, tentativa única e exclusivamente para serem fecundadas, principalmente por meio das abelhas e dos insetos.

Outros detalhes: as flores masculinas são sempre em maior quantidade que as femininas, isto em condições normais. Quanto ao odor, ele também é diferenciado em ambas, não menos intenso e convidativo as abelhas, aos insetos e aos humanos. As abelhas mangangás preferem as femininas e passam vários minutos, envolvidas nelas, literalmente dentro das flores.

Aqui uma abelha mangangá é atraída pelo odor agradável da flor feminina.

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