ORQUÍDEAS * BROMÉLIAS

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Bromélia: sementes de Tillandsia



“A primeira descrição de uma Tillandsia que se tem notícia (Tillandsia utricularia), data do inicio do século XVII, e foi feita por Gaspard Bauhin. Mas foi apenas um século depois (1737) que o gênero Tillandsia surgiu na literatura, por Lineu. Ao longo dos anos e explorações da América do Sul, a família Bromeliaceae e o gênero Tillandsia tiveram o seu numero de espécies aumentado, atingindo mais de 3.000 mil espécies de Bromélias, incluindo cerca de 500 espécies de Tillandsias. Obviamente, esses números ainda são variáveis (...)” (BRAGA, 2012, não paginado).

“As bromélias podem ser propagadas de forma sexuada ou assexuada. O processo sexual envolve a formação de sementes, das quais podem ser obtidas grandes quantidades delas (...). Entretanto, a propagação sexuada de bromélias é demorada, pois apenas a maturação das sementes pode levar até 1 ano após a polinização, dependendo da espécie (...)” (STRINGHETA et al, 2005, p. 165-166)[1].

“As sementes das Tillandsias estão contidas em frutos chamados de cápsulas. Elas são relativamente pequenas e tem crista, o cabelo é que promove a propagação pelo vento (anemocoria) (...). As sementes das Tillandsias são muito resistentes à secagem e ao calor, mas as mudas são muito frágeis (...). O crescimento das mudas é muito lento no inicio, mas acelera-se progressivamente. São necessários alguns anos (de 4 a 10, dependendo da espécie) entre a germinação e a primeira floração. Nas Tillandsias o florescimento varia de acordo com a espécie. Geralmente as flores duram apenas alguns dias e até mesmo horas, como no caso da Tillandsia Dyeriana, mas isso é compensado pelo grande numero de flores, às vezes dezenas, que alternadamente se abrem na base da inflorescência até o seu final (raramente em outra direção). Como em todas as angiospermas, as flores brácteas servirão (para além de proteger os ovários) para atrair os agentes polinizadores, sem que os quais o ciclo não poderá continuar. No entanto, a lista de potenciais polinizadores é bastante diversificada nas Tillandsias: Beija-flores; Borboletas; Abelhas; Besouros; Morcegos; Mamíferos e o Vento” 
“A maioria das Tillandsias é autógamas, ou seja, elas podem se polinizar e ajudar, nesta tarefa, aos agentes polinizadores, com seu próprio pólen (fato conhecido como auto-polinização) (...). Existem também algumas espécies cleistógamas, que auto-polinizam as flores enquanto elas ainda estão fechadas. A maioria das espécies de Tillandsias pode produzir muitos brotos laterais, isso é chamado de propagação vegetativa ou assexuada. Na natureza, os brotos costumam permanecer presos à planta mãe e, eventualmente, cobrindo-a já morta” (BRAGA, 2012, não paginado)[2].
 
 
Este material alvo e leve (como algodão) e que envolve as minúsculas sementes é chamado de cabelo (anemocoria); responsável por fazer as sementes flutuarem no ar e irem a diferentes "lugares e espaços".
 

[1] STRINGHETA, Ângela Cristina Oliveira. Germinação de sementes e sobrevivência das plântulas de Tillandsia geminiflora Brongn, em diferentes substratos. Disponível em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciAgron/article/viewFile/2138/1246 Acesso em abr. de 2014.
[2] BRAGA, Rômulo Cavalcanti. Descrição taxonômica das Tillandsias. Disponível em: http://pro.casa.abril.com.br/group/produtoresecolecionadoresdebromliaseorqudeas/forum/topics/descri-o-taxonomica-das-tillandsias Acesso abr.14.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Epidendrum pseudodifforme surpreendente

Este Epidendrum pseudodifforme me surpreendeu por pelos menos 2 questões: o tamanho da planta em si (bem maior do que outras que possuo ou vi) e a grande quantidade de cápsulas de sementes que gerou na última florada. Numa postagem anterior que fiz sobre o pseudodifforme, mostrei uma planta pequena e com pouquíssimas flores, se comparado a este atual.
Este epidendrum possui uma característica que deve ser observada, quando resolvemos cultivá-lo: não gosta de vasos comuns, nos quais as raízes podem ficar encharcadas por causa das regas; o ideal é plantá-lo sobre pedaços de madeira ou placas, para que as raízes façam a aderência pela superfície externa da estrutura, adentrando levemente por acúmulos de substratos. Este da foto está fixado num coco seco, partido ao meio, tendo o "quengo" preenchido com casca de pinus e fibra do próprio coco, pendurado na vertical.
 
 
 
 
 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

186 - Orquídea: Rodriguezia bracteata

“Esta espécie é semelhante a Rodriguezia venusta do Estado do ES, mas só há 2 brácteas no lábio e não 8, como ocorre na Rodriguezia venusta Rchb. f.”.
Sinônimos: “Burlingtonia fragrans Lindl. 1837; Epidendrum bracteatum Vell. 1831; fragrans Rodriguezia (Lindl.) Rchb. f. 1852; Rodriguezia Venusta Cogn. 1902[i]”.
Nomes Comuns: véu de noiva; véu de noiva pobre.
Definição: “epífita e cespitosa. Rizoma inconspícuo; caule secundário espessado em pseudobulbo, ovóide, compresso, foliado no ápice, foliado na base; folhas basais oblongo-lanceoladas, ápice acuminado. Inflorescência em racemo, lateral, multiflora. Flores ressupinadas, alvas, membranáceas; sépalas sub-patentes, a dorsal largo-lanceolada, as laterais lanceoladas, coalescentes entre si até o ápice; pétalas sub-patentes, oblongas; labelo lobado, unguiculado; lobos laterais hemicirculares, lobo terminal obovado, ápice profundamente fendido, disco amarelo, provido de pares de lamelas ovais (...)”.
Hábitat/ecologia: “planta que ocorre mais frequentemente em áreas abertas e bordas de matas, crescendo bem em lugares secos e em diversas árvores (...). Suas numerosas flores brancas são de incrível beleza, fazendo com que a planta seja bastante popular ao redor das residências. Polinização desconhecida, possivelmente moscas e abelhas (...)[ii]”.
“Temos seguramente, duas espécies em Alagoas, (com suas pequenas, atraentes flores alvas, mancha amarela no labelo, ou arroxeadas): Rodriguezia bahiensis Rchb. Fº. e Rodriguezia venusta Rchb. Fº. (esta, com a sinonímia menos conhecida – Rodriguezia bracteata (Well); (Hoehne)[iii]”.

Observação endógena: esta orquídea provém da cidade de Viçosa/AL (popularmente denominada de “Princesa das Matas”), por volta de junho de 2013. Na ocasião recorri aos amigos do Blog da Bete Orquídeas e do Orquidário Faísca e eles já me afirmaram tratar-se do gênero Rodriguezia. Eu ainda não possuía nenhuma Rodriguezia, por isso não me foi possível fazer nenhuma avaliação a priori. Recentemente, a partir de jan. de 2014 ela iniciou a floração: em 7 bulbos, cada um desenvolvendo uma média de 2 hastes florais, numa quantidade superior a 130 belas flores (por mais de 25 dias), e perfume pouco destacável! Quando na aparição das primeiras flores eu recorri novamente a orquidófila e ao orquidófilo citados e eles me ajudaram a identificá-la, como sendo a Rodriguezia bracteata. 
Suponhamos que seja encontrada em boa parte d’algumas faixas de Alagoas (zona da mata; leste alagoano e parte do agreste), que compreende município como: Santana do Mundaú (zona da mata alagoana), Chã Preta (leste alagoano), Quebrangulo (agreste alagoano), Pindoba (leste alagoano), Viçosa (leste alagoano), Mar Vermelho (agreste alagoano), Capela (leste alagoano), Atalaia (leste alagoano), Maribondo (agreste alagoano), Anadia (leste alagoano), São Miguel dos Campos (leste alagoano) etc. 
Outra observação importante: é possível encontrarmos numa mesma touceira, a espécie venusta e a bracteata, diferenciadas, não somente pela quantidade de brácteas, mas também pelos detalhes arroxeados (ou rosados) presentes e destacáveis na Bracteata! 
 
 
 
 
 
 
 
Por fim, as flores se foram; mas até que duraram muito!

[i] Disponível em: http://www.orchidspecies.com/rodbracheata.htm Acesso em fev. de 2014.
[ii]Disponível em: <https://sites.google.com/site/biodiversidadecatarinense/plantae/magnoliophyta/orchidaceae/rodriguezia-bracteata> Acesso: fev. de 2014.
[iii] PEREIRA, Luis de Araújo. Álbum das Orquídeas de Alagoas. Maceió: IMA-AL/PETROBRÁS/TRIKEM; GRUPO JOÃO LIRA, 2000, p. 267.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Encyclia oncidioides - flores 2013/2014

Pois bem, vamos a mais uma orquídea que floresceu de forma espetacular no fim do ano passado para o início deste ano: trata-se da robusta e imponente Encyclia oncidioides. Eu havia feito apenas uma postagem sobre ela - simples - no início de 2012.
Apresentaremos alguns dados: o início do crescimento das hastes florais (foram 2) deu-se por volta de fins de set. de 2013; até que os primeiros botões se abrissem em flores, foram necessários quase 2 meses; formou pouco mais de 200 flores pequenas e perfumadas que duraram - em média - até fins de fev. de 2014. No final ela ainda assegurou-se "eterna" com a formação de 5 cápsulas de sementes, que no momento estão bem graúdas.
Numa ocasião, a rã amanheceu assim: agarradinha na folha  - ao lado da pequena haste.

 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 13 de março de 2014

134 - Orquídea: Galeandra chapadensis


“(...) descoberta no Planalto Central Brasileiro, mais propriamente na Chapada dos Veadeiros, no norte do Estado de Goiás (...). Sua antera e também o conjunto formado pelo retináculo, caudículo e polínias são mais curtos e largos que as partes correspondentes a Galeandra curvifolia Barb. Rodr”.

Descrição: “planta epífita, cespitosa com pseudobulbos fusiformes, atingindo até 13 cm de comprimento por 1,5 cm de diâmetro na sua parte mais larga; inicialmente foliados e depois cobertos por restos de bainhas foliáceas (...)” (continua na nota de rodapé[1]).

Distribuição: “Goiás, na Chapada dos Veadeiros, próximo à cidade de Alto Paraíso de Goiás”.

Floração: “verão brasileiro”.

Habitat: “matas ralas de cerrado do Planalto Central, em altitudes superiores a 900 m”.

Etimologia: “trata-se de uma referência ao local de origem da espécie, a Chapada dos Veadeiros[2]”.


Observação endógena: antes de falar qualquer coisa, gostaria de sinalizar que esta orquídea é incrível na sequência de suas flores. Eu a adquiri de um cultivar de Palmas/TO, a ocasião era março de 2013. Veio composta por apenas 2 bulbos esguios e sem folhas, apenas com a memória de uma grande haste floral, completamente seca.

Por volta do mês de agosto ela iniciou a formação de um novo bulbo e à medida que ele crescia e tornava-se (lentamente) robusto, trazia consigo, no ápice, os primeiros sinais de floração, que se tornaram mais evidentes a partir do início de outubro de 2013 (à princípio 5 belos botões); em dezembro as primeiras 5 flores murcharam, mas já havia uma nova ramificação, na haste, com mais 3 botões e por fim, em fins de janeiro de 2014, mais 2 flores. Foram, portanto, cerca de 5 meses entre o princípio e o fim completo desta, que foi a sua primeira florada. Acho que as fotos demonstram que ela é uma orquídea incrível para ser fotografada e de uma charme particular.

 
 
 
Foram tantos meses de floração que deu para colocarmos ela numa vaso maior, de argila.
 
 
Nas duas últimas fotos, as últimas 2 flores!

[1] “Folhas linear-lanceoladas, verde acinzentadas, dísticas, um pouco plicadas, articuladas, decíduas, de tamanho variável, as maiores com até 20 cm de comprimento por 1,5 cm de largura na sua parte central. Inflorescência apical, com racemo arqueado, ostentando normalmente 5 a 6 flores simultâneas. Sépalas de cor ocre esverdeada, com 2,7 cm de comprimento por 0,4 cm de largura, sendo a dorsal lanceolada e as laterais levemente falcadas.
Pétalas falcadas, da mesma cor das sépalas, com 2,5 cm de comprimento por 0,6 cm de largura.
Labelo infundibuliforme, obscuramente trilobado, com 04 quilhas internas no seu centro, sendo as duas externas bem mais altas que as centrais; dotado de calcar estreito; quando explanado medindo 6 cm de comprimento por 3,5 cm de largura; tubo esbranquiçado, ápice purpúreo e calcar amarelado. A coluna é esbranquiçada e tem 10 mm de comprimento por 3 mm de largura. Antera esbranquiçada, com 3 mm de comprimento, dotada de apêndice superior filiforme, terminando em extremidade verrucosa, alargada e bifurcada. Apresenta 1 par de polínias amarelas com caudículo curto” (disponível em: delfinadearaujo.com).


[2] Disponível em: <http://www.delfinadearaujo.com/on/on21/pages/campa1.htm> Acesso em mar. de 2013.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Lista das Orquídeas de Alagoas (NE - Brasil)

Lista das Orquídeas de Alagoas[1] (Nordeste do Brasil)
Aspasia variegata  
Aspidogyne foliosa   
Barbosella crassifolia  
Brassavola: tuberculata. Híbridos naturais não descritos:
Brassocattleya /(B. tuberculata Hook X C granulosa Lindl.) 
Bulbophyllum sanderianum 
Campylocentrum: fasciola, ornithorrynchum, sellowii e spannagelii
Capanemia thereziae
Catasetum: gardneri, macrocarpum, purum e uncatum
Cattleya: granulosa, labiata e guttata
Cochleanthes flabelliformis
Coryanthes speciosa 

Cyrtopodium: cristatum, gigas, holstii e flavum  
Dichaea: cogniauxiana, panamensis e rodriguesii
Dimerandra emerginata
Dipteranthus duchii
Eltroplectris calcarata
Encyclia: advena, bohnkiana, dichroma, flava, gallopavina, oncidioides, osmantha, patens e tripartita. Espécie dúbia: Encyclia amicta
Epidendrum: amblostomoides, anceps, avicula, carpophorum, cinnabarinum, cristatum, densiflorum, campacci, denticulatum, fulgens, ibaguense, imatophyllum, nocturnum, orchidiflorum, presbyteri-ludgeronis, ramosum, rigidum, schlechteranum, schomburgkii, strobiliferum, vesicatum e xanthinum 
Galeandra claesii,
Gomesa: barkeri, barbata e recurva
Gongora: bufonia e quinquenervis
Huntleya meleagris
Ionopsis utriculariodes
Isochilus linearis  

Jacquiniella globosa
Leochilus labiatus
Lygyophila rosea
Lockarthia: ludibunda e lunifera  

Maxillaria: desvauxiana, discolor, ferndinandiana, gracilis var. macrantha, jenischiana, monantha, parviflora, rufescens e splendens
Mesadanella cuspidata

Miltonia: clowesii, flavescens e moreliana
Notylia: punctata, barkeri, microchila e punctata
Octomeria grandiflora
Oeceoclades maculata

Oncidium: baueri, cebolleta, cebolleta fma. albina, ciliatum e flexuosum
Orleanesia yauaperyensis
 
Phragmipedium sargentianum
Pleurothallis: barbulata, corticola, derregularis, modesta, ochreata, pruinosa, recurva, Rubens e sclerophylla spiralis
Polystachya: caespitosa, concreta e estrellensis
Prescottia leptostachya
Prosthechea: alagoensis, fragrans, glumacea e pygmaea

Psygmorchis pusilla
Reichenbachantus reflexus
Rodriguezia: bahiensis e bracteata

Sacoila lanceolata
Sanderella discolor 

Sarcoglottis acaulis
Scaphyglottis: fusiformis, modesta, prolifera e sickii
Schomburgkia crispa, rosea
Sobralia liliastrum
Sophronitis: cernua e alagoensis
Stanhopea lietzei
Stellis sp.
Stenorrhynchus lanceolatus ou australis

Trichocentrum: albo-coccineum, cepula e fuscum
Trigonidium: acuminatum, obtusum e tenue

Vanilla: bahiana, palmarum, planifólia e trigonocarpa  
Xylobium colleyi
Zygostates bradei[2]

[1] O material está contido no site que trás o seguinte título para a abertura do artigo: “AS ORQUÍDEAS BRASILEIRAS DIVIDIDAS POR ESTADO”.
Disponível em: <http://www.delfinadearaujo.com/estados/brasil.htm> Acesso em fev. de 2014.
O site esclarece que: “este levantamento é o resultado de um trabalho de pesquisa na literatura brasileira e estrangeira de 9 anos. Depois que o site foi colocado no ar, recebemos diversos e-mails de estudiosos e também de sociedades de orquidófilos informando a ausência de espécies em seus Estados. Estas informações foram também incluídas. Evidentemente, esta lista não é completa pois é impossível acompanhar todas as publicações inerentes ao assunto (seja no tocante à ocorrência, novas espécies, novos gêneros e/ou alterações propostas) em função do volume e das mais diversas origens. O sudeste foi sempre bastante beneficiado pelos estudos e, assim sendo, o levantamento desta região é mais completo. Outras regiões não foram ainda devidamente estudadas ou só mais recentemente começaram a sê-lo, como é caso da região amazônica, onde, devido às novas pesquisas de campo, o número de ocorrência e de espécies novas se elevou muito. Os dados mais recentes foram aqui incluídos mas outras surpresas nos aguardam (...). Por estas razões todas, estes dados são meramente informativos. Na maioria das vezes, adotamos a nomenclatura tradicional com exceções daquelas alterações nomenclaturas já consagradas”.
[2] A referida lista foi editada a partir de <http://www.delfinadearaujo.com/estados/alagoas.htm> Acesso em fev. de 2014.

sábado, 1 de março de 2014

196 - Orquídea: Ornithocephalos myrticola

"Ornithocephalus é um gênero botânico (...) que foi proposto por Hooker em 1824. O Ornithocephalus gladiatus Hook é a espécie tipo deste gênero. O nome do gênero refere-se ao fato da coluna de suas flores lembrar o formato de uma cabeça de passarinho com longo pescoço. Agrupa cerca de 40 espécies epífitas, distribuídas pela América tropical e equatorial, normalmente crescendo à sombra nas matas úmidas; 7 estão registradas no Brasil”. 

“São plantas sem pseudobulbos, com folhas carnudas, chatas, equitantes, gumiformes, que formam belos leques ou fascículos sobre curtíssimo caule nodiforme, por vezes invertidos ou pendentes dos ramos das árvores. As múltiplas inflorescências, eretas ou arqueadas, emergem das axilas das folhas, em regra mais de uma vez por ano com poucas ou muitas flores, espaçadas ou próximas”. 

“As minúsculas flores são bastante variadas, sempre delicadas, e muito interessantes. Normalmente granulosas ou pilosas, com segmentos mais ou menos espalmados, algo côncavos, algo vicidulosas em regra brancas, quase translúcidas, com detalhes amarelos ou verdes, possuem labelo trilobado e a coluna, sempre muito alongada e sinuosa, como foi dito, tem a aparência de uma cabeça de passarinho com grande antera de rosto longo, ou seja, prolongamento em forma de bico, com conetivo comprido e sobreposto ao rostelo dá coluna (...)[i]”. 

Pode ser plantada em:
1. Sombreamento: malha 80%;

2. Substrato: amario em placa ou casca e sphagno (plantio horizontal);
3. Envasamento: não[ii].
 
Observação endógena: adquiri esta micro orquídea por meio de uma permuta com uma orquidófila de SC, em outubro de 2013. Coloquei-a fixada num pedaço de madeira, envolvida por sphagno, na vertical; rapidamente, em novembro, iniciou esta primeira floração (eu temia como poderia fotografar suas flores minúsculas, da melhor forma possível, mas no final, acho que foi tranquilo - com meus atuais instrumentos - fotografá-las). Foi preciso quase 1 mês somente para a formação da pequena haste floral e suas ramificações; vieram os botões e, no início deste ano, as flores. Elas perduraram por quase todo o mês de janeiro de 2014.
Quando observei o aparecimento da primeira haste floral.
Logo depois, percebemos que seriam duas hastes.
 
 
 
Atualmente está assim. Esse muda de cima não floriu, está bem robusta; a de baixo é a que floriu e está meio detonada.

[i] Em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ornithocephalus_%28orqu%C3%ADdea%29 Acesso em out. de 2013.
[ii]Disponível em: http://orquideasapiflora.blogspot.com.br/2012/01/ornithocephalus-myrticola.html Acesso: nov. de 2013.

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