ORQUÍDEAS * BROMÉLIAS

segunda-feira, 25 de março de 2019

362 - Orquídea: Notylia inversa

 
Notylia é um gênero botânico pertencente à família das orquídeas. Foi proposto por John Lindley em Botanical Register. 11: sub t. 930 , em 1825, ao descrever duas espécies. O nome é uma referência ao calo que existe no estigma das suas flores. As plantas do tamanho pequeno ou médio, uma maioria sem valor ornamental, têm algumas grandes proporções que se destacam”.
“Notylia agrupa quase 50 espécies epífitas, de crescimento específico, cerca da metade no Brasil. Ocorrência desde o México até o sul do Brasil”.
“Os pseudobulbos são rudimentares, parcialmente recobertos por bainhas foliares imbricantes, apresentam-se agrupados e possuem apenas uma grande folha plana oblonga ou ligulada. Da axila das bainhas nasce uma inflorescência, pendente, racemosa, longa ou muito longa, com flores dispostas em espiral, extremamente delicadas ou mais robustas”.
“As flores geralmente são esverdeadas, frágeis, pontiagudas ou pontudas, alaranjadas ou pardas. As pétalas e sépalas são sempre livres e costumam arquear-se de modo a quase começarem a fechar. O labelo possui uma garra perto da base, longo e triangular. A coluna apresenta antera dorsal com duas políneas[i]

Observação endógena: esta orquídea foi adquirida através de uma troca com  orquidófila de Pilar-AL. Identificada apenas como Notylia, logo após a sua floração eu fui em busca de localizar a qual espécie ela pertencia e não tem sido uma tarefa fácil. De acordo com o site Delfina de Araujo, que traz um detalhamento da ocorrência de orquídeas, por Estados brasileiros, em Alagoas nós teríamos apenas as seguintes espécies de Notylia: punktata, barkeri e microchila. Até que se prove o contrário, esta orquídea ora relatada seria encontrada aqui em Alagoas, porém, observando a sua floração, olhando fotos e pesquisas, pairou a dúvida sobre a sua real identificação.
Então, quem puder ajudar na identificação, eu agradeço desde já.
[i] Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Notylia Acesso mar. 2019.

sábado, 16 de março de 2019

Cattleya bicolor - flores 2019

Esta foi uma incrível florada desta Cattleya bicolor, ocorrida no início deste ano; foram 2 pseudobulbos simultaneamente em floração, cada um com 2 belas flores.
Cattleya bicolor pode ser encontrada (na natureza) na forma de epífita, rupícola, terrestre ou humícola (vivem sobre matéria em decomposição); apreciam boa luminosidade, seus pseudobulbos podem atingir mais de 1 m de comprimento.

terça-feira, 12 de março de 2019

357 - Orquídea: Cyrtopodium blanchetii Rchb.f.

"Cyrtopodium blanchetii tem ocorrência registrada para os Estados do CE, BA, MT, GO, DF, MG e SP; desenvolve-se em ambientes de Caatinga e Cerrado. Possui uma grande extensão de ocorrência. Apesar de a espécie ocorrer em áreas de grande interferência antrópica, muitos desses espaços são de áreas protegidas. Desta forma, é uma espécie com menor preocupação no que se refere a ameaças de extinção. Porém, maiores estudos populacionais e de exploração poderão futuramente levá-la a uma nova avaliação".

Ecologia: "erva terrestre com pseudobulbos quase sempre enterrados. Este hábito parece ser uma adaptação aos incêndios anuais que ocorrem no seu habitat, durante a estação seca. A espécie floresce nos meses de setembro e outubro[1]".

Observação endógena: esta orquídea singular e de rara beleza, foi adquirida ano passado, de um orquidófilo de Sergipe. Iniciou esta florada desde fins de 2018 a início de 2019. O que chama a atenção é, sem dúvida, o fato de ser terrestre e ter os pseudobulbos parcialmente subterrâneos; outra característica interessante é o formato e tamanho das suas flores, além dessa incrível complexidade de cores e tons nas pétalas e sépalas, com o labelo predominantemente amarelado.

[i] CNCFlora. Cyrtopodium blanchetii in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012.2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em: htt://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Cyrtopodiumblanchetii. Acesso em 12 março 2019. Acesso em mar. de 2019.

terça-feira, 5 de março de 2019

Oncidium pumilum - flores 2019

Mesmo já se tratando de uma bonita touceira, este ano ela se deu ao trabalho de produzir flores em apenas 1 pseudobulbo, logo, apenas este pequeno ramalhete.

Trata-se de uma pequena espécie epífita com pseudobulbos miúdos, ovais e relativamente achatados. As folhas são ovaladas, pontudas e grossas, geralmente de cor verde escuras. A inflorescência é basal (por que sai da base dos pseudobulbos), portando flores perfumadas e amarelas, com minúsculas máculas marrons.

Sinônimos mais usuais:
Epidendrum ligulatum;
Lophiarella pumila; 
Oncidium minutiflorum;
Oncidium pumilum;
Trichocentrum pumilum.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Rodriguezia bahiensis - flores 2019

Esta é uma das Rodriguezias mais comuns, mas nem por isso, desprezada, especialmente por conta da abundância na produção de flores, formando lindos buquês que enfeitam interiores e exteriores.
Está plantada num vaso cachepot, o qual proporciona um ótimo desenvolvimento para a maioria das orquídeas do gênero Rodriguezia, visto que elas apreciam bastante estarem com boa parte das suas raízes nuas.
A última vez que ela havia produzido flores em meu orquidário foi apenas em 2015, veja AQUI.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

285 - Orquídea: Maxillaria tenuifolia

"Originária do México, esta Maxillaria foi descoberta perto da cidade de Vera Cruz e descrita por John Lindley em 1837. É uma orquídea epífita mas também encontrada a crescer de forma terrestre. É uma das Maxillarias mais conhecidas pelo aroma adocicado das suas flores que lembra o cheiro de coco. Não é de difícil cultivo, deve ser mantida em ambiente temperado, em substrato de casca de pinheiro e musgo de esfagno. Gosta de estar em locais iluminados mas sem sol direto. No inverno diminuem-se as regas mas durante o resto do ano a planta deve permanecer úmida sem estar muito impregnada de água. Esta orquídea é muito parecida com a Maxillaria curtipes, cujas flores são muito semelhantes variando somente na forma e tamanho dos pseudobulbos, com uma ligeira diferença no labelo e com um perfume diferente, lembrando o cheiro de cogumelos".[i]

Observação endógena: em diversos momentos eu tentei cultivar orquídeas do gênero Maxillaria e na maioria das vezes, sem sucesso, muito por conta do clima quente, seco e de baixa umidade, que predomina na minha região. Dessas diversas tentativas, pelo menos dois momentos eu tentei cultivar Maxillaria tenuifolia e foi apenas na segunda investida que deu certo, especialmente por ter adquirido uma planta adulta, uma touceira. A sua aquisição foi em 2016 e mesmo sendo adulta a floração só veio cerca de dois anos depois, em fins de 2018 para início deste ano.
Ratifico esse incrível cheiro de coco que essas flores exalam e preenchem todo um ambiente, sem contar na beleza dessas flores, na maneira como saem da base dos pseudobulbos e, é claro, a beleza estrutural da planta, como  um todo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

339 - Orquídea: Encyclia dichroma coerulea

A Encyclia dichroma é originária do nordeste brasileiro, principalmente dos Estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe”. 
"Esta planta de fácil adaptação ao meio pode ser encontrada vegetando de forma epífita, fixada em árvores e arbustos, ou de forma rupícola, presa a rochas e penhascos, ou ainda de forma terrestre, fixada em areais de restingas, sempre em altitudes que variam desde o nível do mar até 600 m”. 
“O nome da espécie, dichroma, é uma palavra composta e derivada do grego: di, que significa “dois”, e chroma, que significa “cor”. Trata-se de uma referência às cores de suas flores, nas quais ocorre a predominância do rosa claro e escuro”.

Anteriormente esta orquídea foi classificada com esses sinônimos abaixo:

Epidendrum dichromum;
Epidendrum quesnelianum;
Epidendrum roseum;
Epidendrum jenischianum;
Epidendrum dichromum var. amabile;
Epidendrum dichromum var. striatum;
Epidendrum conspicum;
Epidendrum biflorum;
Epidendrum amabile;
Encyclia ortgiesii;
Encyclia conspicua;
Encyclia jenischiana;
Encyclia brasiliense;
Encyclia ghillanyi;
Encyclia dichroma sbsp. biflora.

“A forma de crescimento desta planta é simpodial. Possui rizoma compacto suportando pseudobulbos alongados, periformes (em forma de pêra) e bifoliados. As folhas, que medem em torno de 25 cm de comprimento, são estreitas, lanceoladas e coriáceas”. 
“A inflorescência é ereta e racemosa, podendo passar de 1 m de comprimento, e suportando entre 4 e 12 flores de aproximadamente 4 cm de diâmetro”. 
“Estas são levemente perfumadas. Sépalas e pétalas estriadas de cor predominantemente rosa, e labelo da mesma cor, mas com parte inferior em tonalidade mais escura de rosa”.

Seguem algumas dicas para cultivo:
· Recomendo cultivar a Encyclia dichroma fixada em cascas ou troncos de árvores. Se preferir, pode utilizar vasos de plástico ou caixetas de madeira, e um substrato composto por partes iguais de casca de pinus e carvão vegetal. Não coloque esfagno.

· Cuidado com a drenagem. Esta planta não tolera excessos nas raízes, que apodrecem se ficarem encharcadas. Por ser uma orquídea originária de regiões de pouca umidade, sugiro não regar enquanto o substrato não estiver completamente seco.

·  Gosta de bom nível de luminosidade. Recomendo cultivo em lugares com 30 a 40% de sombreamento.

·  E, por último, sugiro cultivo com temperaturas entre 10 e 35 graus. Floresce no outono e sua floração dura em média 30 dias[i]

Observação endógena: esta é um encyclia de floração muito interessante, basta ver na evolução na cor das flores, que vai do ameno ao mais intenso e o destaque (à parte) para este labelo estendido e mais rosado que as pétalas e sépalas. Ela foi adquirida de um orquidófilo de Sergipe e cerca de um ano após a aquisição, emitiu esta primeira floração, em haste com cerca de 50 cm e 5 belas flores. 

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